- Tás triste?
- Não, não estou.
Nenhum acreditou
Banda Sonora
66, Afghan Wiggs
Quarta-feira, Abril 15, 2009
Terça-feira, Abril 07, 2009
Segunda-feira, Abril 06, 2009
Red tie
A rua estava praticamente vazia de pessoas neste fim de tarde.
Os candeiros começavam a iluminar a calçada portuguesa e o barulho do carros que passavam tinha uma cadência cada vez menor.
Começa o silêncio.
Um barulho de um isqueiro já é audivel no meio de Lisboa, acende um cigarro, volta para o bolso.
Um momento de solidão.
Puxa-se uma passa e olha-se em frente, absorto.
Um trotar faz mover a cabeça na direcção do barulho.
É um cão vádio que se aproxima, calma e seguramente, como se a rua lhe pertencesse e apenas a sua atitude magnanima nos permitisse usá-la.
Desvia-se o olhar para um horizonte imaginário e dá-se mais um bafo no cigarro.
O cão pára.
Novo olhar na sua direcção e ele está sentado mesmo ao lado olhando para o mesmo horizonte, compenetradamente.
Por um momento, parecem velhos amigos a digerirem a sua amizade no silêncio, confortados pela persença um do outro.
A mão cai e fica paralela à perna, o cão poem a cabeça de baixo e recebe uma festa.
Fica sentado mais uns segundos.
E depois, parte para o seu destino, deixando, magnanimamente, outros lá parados de cigarro nos dedos, usarem a sua rua.
Banda Sonora
Love, love, love, The Organ
Os candeiros começavam a iluminar a calçada portuguesa e o barulho do carros que passavam tinha uma cadência cada vez menor.
Começa o silêncio.
Um barulho de um isqueiro já é audivel no meio de Lisboa, acende um cigarro, volta para o bolso.
Um momento de solidão.
Puxa-se uma passa e olha-se em frente, absorto.
Um trotar faz mover a cabeça na direcção do barulho.
É um cão vádio que se aproxima, calma e seguramente, como se a rua lhe pertencesse e apenas a sua atitude magnanima nos permitisse usá-la.
Desvia-se o olhar para um horizonte imaginário e dá-se mais um bafo no cigarro.
O cão pára.
Novo olhar na sua direcção e ele está sentado mesmo ao lado olhando para o mesmo horizonte, compenetradamente.
Por um momento, parecem velhos amigos a digerirem a sua amizade no silêncio, confortados pela persença um do outro.
A mão cai e fica paralela à perna, o cão poem a cabeça de baixo e recebe uma festa.
Fica sentado mais uns segundos.
E depois, parte para o seu destino, deixando, magnanimamente, outros lá parados de cigarro nos dedos, usarem a sua rua.
Banda Sonora
Love, love, love, The Organ
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Antics
Corre o tempo sem o conseguir segurar
A luz passa pelos dedos sem se fixar
Tudo o que quero agarrar
Foge
Por que tenho as mão vazias de ti
Banda Sonora
Sexy boots, U2
A luz passa pelos dedos sem se fixar
Tudo o que quero agarrar
Foge
Por que tenho as mão vazias de ti
Banda Sonora
Sexy boots, U2
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