Precisava de um tempo
Manter algo tão pessoal tanto tempo pode ser entediante, quando não andamos de bem com o universo, afinal, quando ele parece que me odeia, eu faço o mesmo ò gajo e isto tende a ficar negro.
Os planos saem furados, as coisas não acontecem, os dias são uma seca, a água já não vai para o mar e até as unhas cressem encravadas.
Nessas alturas, após algum tempo no limbo do “deixa ver se isto melhora”, a necessidade de mudança radical é o sinal vermelho que surge no subconsciente.
Parar com tudo. Blog no topo da lista.
Redescobrir antigos vícios (não crianças, não são drogas), afastar os presentes, mudar sem mudar nada, no fundo.
O que resulta tudo numa confusão babilónica.
Houverem momentos no limite da mudança positiva, mas não aconteceram. Como todo o idiota que quer acreditar mesmo que seja em imbecilidade como que o mundo começou à 13 mil anos (lá estou eu a lixar o Bush...pronto, o gajo merece, mesmo sendo o idiota mais obvio) fiquei num estado de ansiedade “positiva” achando que ainda ia acontecer.
Mas não aconteceu. E não foi novidade.
A sério, às vezes olho para o que fiz e penso “dasse...! quem é este gajo??”
Tentado voltar a um equilibro saudável na minha vida, entre aulas para acabar o 9º ano e trabalho que, admito, cada vez mais me custa a aturar e cujos índices de produtividade se aproximam de um funcionário publico da velha guarda com mangas de alpaca e orgulho por ser a areia da engrenagem, fiz uma travessia no deserto.
E vi a Luz.
O Deserto é um bar dançante que fica ali para os lados da Moita, conhecido pelos seus shows eróticos e vodka martelado. E as suas jolas a 4€, 9€ se se sentar umas das “meninas”, todas estrangeiras, para uma conversa edificante sobre a razão do ser e o efeito do Eu na sociedade. E geo-politica europeia contemporânea.
Foi ai que vi a Luz.
Ela veio ter comigo, mas só me apercebi disso quando ouvi “Tá sozinho, meu amou?”
Olhe e lá estava ela, a Luz, no seu metro e sessenta e poucos, tapada com algo que não seria maior que um guardanapo.
“Cê páréci um bocado em baixo. Não fica assim não, meu bém, aqui é só alêgria!”
Voltei a baixar os olhos e acendi um cigarro. Nem as suas formas generosas me tiraram do meu torpor. Principalmente por que a bebida que ela iria cravar só para estar ali seria o suficiente para me deixar muito mais próximo da falência.
“Minino, tu istá em baixo...Qui foi? Tua mulher ti deixou pelo teu mélhor amigo e cê tem saudadis dele?”
Voltei a levantar os olhos. Via bem, de cima a abaixo.
Se ficasse calada até que era bem bom de aturar.
“Já percibi! É teu Blogui, né?”
Estremeci. O cigarro caiu do canto da boca.
Ela sorriu com ar maternal.
“Si eu tchi contáci quantos bloggers eu já amparei, com este peito qui Deus mi deu, maís as suas lagrimas...mais qui eu sei contá!”
Imagino que saiba contar bem, para garantir que não é roubada pelo gerente, por isso, fiz sinal para se sentar.
Ela sentou e cruzou as pernas à Sharon Stone
Yeap, é rapadinha...
“Sabi, teu Blogui é importantchi prá alguém, pró cê. Dipois vêm o resto do mundo, da tua genti, mais o blog é como tua cabeça, um djia tá bein, noutro cê fica todo zoado, com vontaji di quebra tudo, largá tudo, máis cê só fáis issu quando não dé máis, Por qui si cê desisti disso tá começando a desisti di tudo, como sempri feis!”
Olhei para os seus olhos castanhos e ligeiramente estrábicos.
Ela...ela talvez tenha razão.
Encostei-me na poltrona enquanto ela pedia o raio da bebida que custa mais que o salário anual cubano e começava o show, quando do tipo que põem musica gritava qualquer coisa à laia de gajo dos carrinhos de choque em que não se percebe uma palavra e o ênfase vai todo para a ultima sílaba da frase.
Sentia-me melhor, menos agoniado e preocupado, mas sabendo que não estava curado. Agora era apreciar esta recém descoberta sabedoria e a simpática brasileira que se roçava no meu braço...
“Sabi, cê bein qui podia págá um privado prá eu tchi fazê...”
Acedi. Ela merecia.
E eu também.
Levou-me pela mão através da cortina que separa as salas, sentou-me num sofá tapado com algo que parecia um lençol e começou a despir-se em movimentos que alguma tribo do Burnéu acharia de ritual de acasalamento.
- E como é que uma rapariga simpática como tu veio parar a um sitio manhoso como este? – usei a pior e mais batida frase para meter conversa com uma striper.
- Eu? Sabi, quando eu andáva pelo minha cidadji do interiou, era muito rebeldi e queria mudá ás coisas, fazê tudo mais justo. E mi juntei ao partido Comunista di lá. Máis sempre fui muito di mi arranjá e um dia passando ná rua mi vi numa montra e dissi “ Dulcinei, cê tá demasiado bém véstchida prá cê comunista. Por issu, devi di sê puta mesmo...!”
E agora, as previsões do tempo:
Os tempos mortos de blog poderão se manter, contudo, esperam-se abertas ocasionais mas dificilmente ao fim de semana.
O frio veio para ficar e até ao fim do ano não se registarão grandes subidas de post’s ou acompanhamento de comments.
Mas como sabem, qualquer previsão acima de 5 dias é mera especulação
Banda Sonora
I’m easy, Faith No More
Terça-feira, Novembro 29, 2005
Quarta-feira, Novembro 16, 2005
Ò inspiração volta para trás
Será da falta de horas de sol?
Será da proximidade do Natal que elimina a criatividade?
As musas fugiram e abandonaram, chorosos, em quem elas confiava a (atenção! levei 4m para descobri a palavra que vem a seguir tal a falta de...aquilo!) imaginação.
Talento, esse bem raro e entregue a apenas uns eleitos que terão vendido a alma ao Diabo para conseguirem manter os seus Blogs sempre com motivos de interesse, todos os da coluna do lado direito e nenhum livro do Saramago, merecem a minha mais abjecta inveja, o meu total rancor, a minha indómita simpatia, por conseguirem, em doses diárias, me fazerem ler, sorrir, rir, pensar e soltar um profundo “foda-se, queria escrever assim!”.
Tentei, numa encruzilhada com uma galinha preta e pintado de graxa , encomendar a alma ao anjo rebelde do Céu.
Mas como ele não é um mordomo que se chama quando precisamos de mais umas pedras de gelo para o Gin, ignorou o meu sacrilégio e tudo o que recebi foi uma carta da repartição de Almas Futuras do Inferno (sim foi Lucifer que inventou a burocracia com uma das mais nefastas formas de tortura) a informar que a minha já para lá caminha e que para seria inside trading comprar o que já por direito lhe pertencia.
E nem o Diabo que ter nada a ver com advogados em caso de processo crime. Até ele tem padrões.
Mas como dizia esse grande homem que é o meu avô, primeiro vem a transpiração só depois a inspiração.
Ele dizia isso muitas vezes.
Principalmente enquanto me punha a correr em volta da mesa da sala durante meia hora antes de fazer a composição para os trabalhos de casa de Português....
Por isso vou transpirar qualquer coisa esta noite num dos meu infames jogos de futebol de 5 para ver se amanhã já se posta qualquer coisa de jeito.
Não garanto nada por que para além de uma falta de jeito crónica para o jogo, já não tenho idade para andar a correr muito que cansa.
Deixo isso para os putos
Mas sempre avio umas sarrafadas à Jorge Costa para manter o estatuto
Banda Sonora
Une anneé sans lumiere, Arcade Fire
Será da proximidade do Natal que elimina a criatividade?
As musas fugiram e abandonaram, chorosos, em quem elas confiava a (atenção! levei 4m para descobri a palavra que vem a seguir tal a falta de...aquilo!) imaginação.
Talento, esse bem raro e entregue a apenas uns eleitos que terão vendido a alma ao Diabo para conseguirem manter os seus Blogs sempre com motivos de interesse, todos os da coluna do lado direito e nenhum livro do Saramago, merecem a minha mais abjecta inveja, o meu total rancor, a minha indómita simpatia, por conseguirem, em doses diárias, me fazerem ler, sorrir, rir, pensar e soltar um profundo “foda-se, queria escrever assim!”.
Tentei, numa encruzilhada com uma galinha preta e pintado de graxa , encomendar a alma ao anjo rebelde do Céu.
Mas como ele não é um mordomo que se chama quando precisamos de mais umas pedras de gelo para o Gin, ignorou o meu sacrilégio e tudo o que recebi foi uma carta da repartição de Almas Futuras do Inferno (sim foi Lucifer que inventou a burocracia com uma das mais nefastas formas de tortura) a informar que a minha já para lá caminha e que para seria inside trading comprar o que já por direito lhe pertencia.
E nem o Diabo que ter nada a ver com advogados em caso de processo crime. Até ele tem padrões.
Mas como dizia esse grande homem que é o meu avô, primeiro vem a transpiração só depois a inspiração.
Ele dizia isso muitas vezes.
Principalmente enquanto me punha a correr em volta da mesa da sala durante meia hora antes de fazer a composição para os trabalhos de casa de Português....
Por isso vou transpirar qualquer coisa esta noite num dos meu infames jogos de futebol de 5 para ver se amanhã já se posta qualquer coisa de jeito.
Não garanto nada por que para além de uma falta de jeito crónica para o jogo, já não tenho idade para andar a correr muito que cansa.
Deixo isso para os putos
Mas sempre avio umas sarrafadas à Jorge Costa para manter o estatuto
Banda Sonora
Une anneé sans lumiere, Arcade Fire
Terça-feira, Novembro 15, 2005
Informação útil
Um estudo revela que a ansiedade objectiva é a principal causa de ulceras nervosas e a desilusão de objectivos a principal causa de depressões.
What's new?
O Prozac e os Compensans fazem parte do meu dia a dia por alguma razão e não é a moca.
Deixo isso pró alcool
Banda Sonora
What is like, Everlast
What's new?
O Prozac e os Compensans fazem parte do meu dia a dia por alguma razão e não é a moca.
Deixo isso pró alcool
Banda Sonora
What is like, Everlast
O que quero ser quando for ou grande ou quando acabar o 9º ano (o que chegar primeiro)
You Should Get a MBA (Masters of Business Administration)
(Havia aqui uma imagem a dizer que era um "emperneur" e tal mas táva a lixar me o template todo e eu não tenho paciência para html com atitude e templast's com complexos, por isso, que se lixe esta merda de post que já não valia ponta de corno any way)
Amanhã há mais
Banda Sonora
Money, Pink Floyd
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
A world of problems ou a função F(x) dos problemas do dia a dia
Coisas que não deviam acontecer
Não ser o centro do Universo
Coisas que não acontecem
Oportunidade perdida
Ansiedade escondida
Abusar da sorte
Sem vontade
Expectativas
Exigências
Mentiras
Trabalho
Segunda
Inépcia
Frio
Dor
Au
Banda Sonora
Creep, Stone Temple Pilots
Não ser o centro do Universo
Coisas que não acontecem
Oportunidade perdida
Ansiedade escondida
Abusar da sorte
Sem vontade
Expectativas
Exigências
Mentiras
Trabalho
Segunda
Inépcia
Frio
Dor
Au
Banda Sonora
Creep, Stone Temple Pilots
Sexta-feira, Novembro 11, 2005
Vamos lá avacalhar isto se Blog deixar! Se bem que ele se pela por uma história a puxar para o lascivo...
- Gosto da maneira como pegas na caneta
A cara não era estranha mas estava longe de a chamar de conhecida.
A rapariga e ele já tinham cruzado olhares, já a observara quando andava, as linhas das pernas, mamas, até a forma brochista como chupa qualquer objecto que leva à boca, como um cigarro ou caneta ou quando lia distraidamente e enrolava o cabelo no dedo, mas nunca tinham trocado um silaba, quanto mais um a frase.
Sem pedir licença, puxou a cadeira e sentou-se.
- Tens um jeito giro de pores os dedos nela. Se o puseres assim numas coxas, estamos encaminhados para uma “linda amizade”
E puxou de um cigarro para tapar o sorriso malandro que brotava dos lábios, que pareciam não quererem estar quietos, ansiosos por um cigarro, um beijo, um piço, qualquer coisa que os mantivesse ocupados.
- Mas mais giro que os pores na coxa era enfiares no meio das perna! Mas não todos! Pelo menos, não todos logo, da primeira vez...
Meteu a mão no cabelo castanho claro e comprido, puxou uma madeixa para trás, inclinou a cabeça num angulo de 90º e ficou a olhar por uns instantes para ele, que permanecia imóvel, de caneta assente no ar e olhar confuso.
- Mas acho que com essas mãos...já te disseram que tens umas mãos bonitas?...com essas mãos eu queria primeiro que me as passasses nas costas e ombros, suavemente e os puxasses para ti, para sentir o teu peito de encontra as minhas costas... – deu uma passa no cigarro - ...sim, gostava disso – franzio a testa como se tivesse chegado a uma conclusão importante, uma escolha entre vários pontos de vista – Gostava depois que me agarrasses pelas coxas para me comeres por trás. Tens força nos braços para me conseguires dominar assim? Gosto que me agarrem com firmeza e saibam o que fazem...
A mão livre do cigarro servia de apoio à cara, que se inclinava um pouco para o lado esquerdo. Fez mais uma pausa enquanto deitava a cinza para o cinzeiro. Endireitou-se na cadeira e tirou a caneta dos seus dedos.
Pegou-lhe na mão e passou-a na cara.
- É suave...- disse com agrado, num tom que era um misto de sedução e ronronar - Tens as mãos de quem não pega na enxada, com dedos finos, lisos e bonitos. Tens a mão prefeita para me agarrares as mamas e brincas com os bicos, suaves ao toque e capazes de apanhar toda a mama de uma só vez...
Apagou o cigarro e expeliu o ultimo bafo de fumo para cima dele, mas com graciosidade e com um sorriso desarmante.
Pegou-lhe na mão e posou-a em cima da coxa coberta por umas calças de um tecido suave, tão suave que quase sentia a pele debaixo dele, as veias ansiosas a pulsarem e a irrigarem o clitóris que parecia agora tão mais perto.
As da sua cabeça latejavam com um murmúrio de ansiedade.
Levantou-se, com obvio cuidado para mostrar bem o rabo redondo que ele já sentia a bater no abdómen incapaz de fugir das imagens que ela plantou na sua mente, pôs a cadeira no lugar e olhou-o nos olhos, por um instante. Esbouçou um sorriso confiante enquanto ajeitava a o casaco curto e esperava que ele a seguisse.
- Então, achas que consegues ter mão em mim?
Banda Sonora
Inside out, Eve 6
A cara não era estranha mas estava longe de a chamar de conhecida.
A rapariga e ele já tinham cruzado olhares, já a observara quando andava, as linhas das pernas, mamas, até a forma brochista como chupa qualquer objecto que leva à boca, como um cigarro ou caneta ou quando lia distraidamente e enrolava o cabelo no dedo, mas nunca tinham trocado um silaba, quanto mais um a frase.
Sem pedir licença, puxou a cadeira e sentou-se.
- Tens um jeito giro de pores os dedos nela. Se o puseres assim numas coxas, estamos encaminhados para uma “linda amizade”
E puxou de um cigarro para tapar o sorriso malandro que brotava dos lábios, que pareciam não quererem estar quietos, ansiosos por um cigarro, um beijo, um piço, qualquer coisa que os mantivesse ocupados.
- Mas mais giro que os pores na coxa era enfiares no meio das perna! Mas não todos! Pelo menos, não todos logo, da primeira vez...
Meteu a mão no cabelo castanho claro e comprido, puxou uma madeixa para trás, inclinou a cabeça num angulo de 90º e ficou a olhar por uns instantes para ele, que permanecia imóvel, de caneta assente no ar e olhar confuso.
- Mas acho que com essas mãos...já te disseram que tens umas mãos bonitas?...com essas mãos eu queria primeiro que me as passasses nas costas e ombros, suavemente e os puxasses para ti, para sentir o teu peito de encontra as minhas costas... – deu uma passa no cigarro - ...sim, gostava disso – franzio a testa como se tivesse chegado a uma conclusão importante, uma escolha entre vários pontos de vista – Gostava depois que me agarrasses pelas coxas para me comeres por trás. Tens força nos braços para me conseguires dominar assim? Gosto que me agarrem com firmeza e saibam o que fazem...
A mão livre do cigarro servia de apoio à cara, que se inclinava um pouco para o lado esquerdo. Fez mais uma pausa enquanto deitava a cinza para o cinzeiro. Endireitou-se na cadeira e tirou a caneta dos seus dedos.
Pegou-lhe na mão e passou-a na cara.
- É suave...- disse com agrado, num tom que era um misto de sedução e ronronar - Tens as mãos de quem não pega na enxada, com dedos finos, lisos e bonitos. Tens a mão prefeita para me agarrares as mamas e brincas com os bicos, suaves ao toque e capazes de apanhar toda a mama de uma só vez...
Apagou o cigarro e expeliu o ultimo bafo de fumo para cima dele, mas com graciosidade e com um sorriso desarmante.
Pegou-lhe na mão e posou-a em cima da coxa coberta por umas calças de um tecido suave, tão suave que quase sentia a pele debaixo dele, as veias ansiosas a pulsarem e a irrigarem o clitóris que parecia agora tão mais perto.
As da sua cabeça latejavam com um murmúrio de ansiedade.
Levantou-se, com obvio cuidado para mostrar bem o rabo redondo que ele já sentia a bater no abdómen incapaz de fugir das imagens que ela plantou na sua mente, pôs a cadeira no lugar e olhou-o nos olhos, por um instante. Esbouçou um sorriso confiante enquanto ajeitava a o casaco curto e esperava que ele a seguisse.
- Então, achas que consegues ter mão em mim?
Banda Sonora
Inside out, Eve 6
Só consigo escrever nos titulos! É o Blogger a marrar comigo ou é geral? Ou é da merda da net deste sitio?? Aceitam-se soluções ou voodu. Ou ambos.
Para avacalhar um bocado que isto anda muito morno (por alguma razão não aparece mais k o titulo,pq a merda do Blogger fodeu o post erotico k escrevi)
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
Gripe das Aves - A melhor opção é prevenir
Terça-feira, Novembro 08, 2005
Nem só os bebés vêm de Paris
Enquanto os carros ardem pela noite dentro numa das cidades mais poderosas do Ocidente
Alguém consegue dormir descansado?
Banda Sonora
Final straw, Snow Patrol
Alguém consegue dormir descansado?
Banda Sonora
Final straw, Snow Patrol
Segunda-feira, Novembro 07, 2005
Momento de paz
É ver, pela janela do gabinete, os raios de sol a entrar, subtilmente, alegrando o ambiente e batendo nas folhas ainda verdes da arvores da rua
É ouvir musica e fumar um cigarro, sentado na ombreira da janela, vendo os transeuntes marcharem pela calçada portuguesa
É esquecer o que nos atormenta o espirito, calar a ansiedade e fechar o olhos, sentido o sol no rosto, sendo isso a única coisa que importa, mesmo que por breves instantes
É nem saber que é segunda, nem lembrar das dores do corpo e alma, enquanto a musica toca, o cigarro queima e o sol aquece
Banda Sonora
He got game, Public Enemy
É ouvir musica e fumar um cigarro, sentado na ombreira da janela, vendo os transeuntes marcharem pela calçada portuguesa
É esquecer o que nos atormenta o espirito, calar a ansiedade e fechar o olhos, sentido o sol no rosto, sendo isso a única coisa que importa, mesmo que por breves instantes
É nem saber que é segunda, nem lembrar das dores do corpo e alma, enquanto a musica toca, o cigarro queima e o sol aquece
Banda Sonora
He got game, Public Enemy
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
Vendo
Bem localizado, zonas verdes, 3 casas de banho, sotão, piscina, sala com claraboia e jacuzzi.
Garagem para frota, mordomo e jardineiro japonês negociáveis.
Massagistas não incluidas.
Valor pedido:
Banda Sonora
Power out, Arcade Fire
Garagem para frota, mordomo e jardineiro japonês negociáveis.
Massagistas não incluidas.
Valor pedido:
Banda Sonora
Power out, Arcade Fire
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
25 Mil -Reacções expontâneas
O contador apitou nas 25 mil e foi logo um corrupio de mails, telefonemas, sms’s, telegramas e algumas mensagens telepáticas.
Ainda sem ter percebido bem como ou quem, pior ainda, porquê, de tamanho trafego neste berloque, as reacções à efeméride apareceram de todos os quadrantes e em catadupa.
Só ainda não apareceram propostas de patrocínio, o que é pena.
Segue-se excertos de algumas situações relacionadas com o evento, todas reais.
Juro
Da Política & Comentadores
- Digo que sou independente desse ou qualquer blog. Que venho concorrer pelo bem de Portugal e até já deixei de o visitar todos os dias. A minha mulher é que vai lá e faz me os resumos dos posts, mas eu sou um homem livre desse e de qualquer blog.
Cavaco Silva em resposta à pergunta “ E então aquele Blog de Terapia?"
- Então tem 25 mil visitas e não é blog profissional? Não é? Então como é que as têm? Hã? Eu sou blog e assumo por que anda na moda dizer mal dos blogs e...hã?...O quê, Maria? O comprimidinho para ir pá caminha? Tá bem dá à boquinha que eu tomo...Táva a falar do quê mesmo? Hããããã?? (baba-se copiosamente para o decote da Joana Amaral Dias, coisa que não o consigo censurar)
Mário Soares, extemporaneamente sai-se com esta durante uma jantar de pré-campanha enquanto se abeirava da sua mandatária para a Juventude
- Eu fui o primeiro a dizer que lia o Blog de Terapia! Lia-o ainda durante a luta pela democracia! E só por isso, vou declamar um poema ao meu camarada Tera...(áudio cortado)
Manuel Alegre, para o 24 Horas quando ficou sem saldo no telemóvel
- Eu não falo desse blog, um blog desses, sem cultura, sem doutoramento, um blog sem classe que não tem ponta por onde se lhe pegue! Có’rror!
Nem o cumprimento por que quem não sente não é filho de boa gente!
Manuel Maria Carrilho, entre perdigotos quando confrontado com a possibilidade de ter tido menos votos que o blog de Terapia visitas
- Quero dizer que me honra muito que um português, qualquer português, neste mundo fora, é tão visto e tocado, como alguns já o foram no passado, engrandece a bandeira e dignifica a pátria, por isso, entrego esta medalha da...(resto do discurso é imperceptivel)
Presidente Sampaio sobre mais uma medalha a ser distribuída, neste caso ao blog de Terapia, por que ainda sobraram 236 que irão ser sorteadas e mandadas por correio
- É um paradigma entre a lentidão da justiça em Portugal e a defesa do Porto!
Miguel Sousa Tavares, numa das suas crónicas, indiferente do assunto ou jornal, mencionado o que lera no blog de Terapia
- É uma daquelas situações que se repararem, têm razão de ser, tanto a questão geo-global desse blog como por causa do tipo de armamento utilizado e blá blá blá!
Nuno Rogeiro, sobre a relação entre o blog de Terapia e a situação Isreal-Palestiniana
- Terapy? We don´t believe that’s our President does that at all. Is a very stable individual...for an hape.
Condoliza Ricce quando questionada por Jon Stuart sobre “Does president W. goes to blog de Terapia or is just a rumor like the weapons of mass destruction"
Do Futebol
- É o sistema no seu melhor! Se não fosse o sistema esses vinti...os cinquent...ai, quantos são? É que só sei contar até quinze...
Dias da Cunha, depois da pergunta "há mais vida no blog de Terapia que em Alvalade?", queixando-se ao outro velhote que estava no banco de jardim, enquanto ajeita o cachecol verde
- A proba que o Puerto é isento é que esse senhor, que ieu num sei o nome, tem binte cinco mil e ninguém sabe donde. Mas é ao Puerto que pedem responsabilidades, como se alguém pudesse achar mesmo que os binte cinco num são aldrabados em desprestigio do futebol em Portugal!
Pinto da Costa referindo-se ao “caso Terapia”, onde se suspeita que a sua “companheira” esteja ligada, pelas piores razões. Yeap, essas mesmo...
- 25 mil? É lá, humm, isso é que é vender! Se eu tivesse conseguido, humm, vender um decimo disso em kits, humm, é que era!
Luis Filipe Vieira, ligando para o programa “jogo falado” da casa do Benfica do Benim
- O grupo pára u Mudgiau tá completo, máis pode haver uma ou outrá surprêsa e essa bem qui podi ser uma delas. Mais o Ricardo vai e joga à titulá. À não sê qui seja abatido num surto de gripi dáis avis.
Scolari e a convocatória de blog de Terapia para o Mundial, caso não haja mais ninguém em Portugal e não se consiga naturalizar qualquer brasileiro a tempo
Do Show Business
- Não, não sou eu que escrevo no Blog de Terapia. É, é verdade que devia, até por que 25 mil é mais que as pessoas que vêm o meu programa ao Domingo à noite, mas não, não desci tão baixo para escrever um blog daqueles. Mas tá quase! Ahahaha! (imaginem este riso saltitante, you know what I mean)
Herman José, em entrevista para a Mariana, revista do seu publico alvo actual, quando questionado sobre o que era para ele o blog de Terapia
- It’s a surprise for him!
Dizem, ente risinhos, as Sugar Babes, quando questionadas sobre o porquê de dedicarem a musica Sexual Healing ao blog de Terapia
- He are from the massive, totaly weked and a wanker! Me respect da man! And me and me July don’t speack a word of portugese but it’s like me uncle Jamal, is one of me crue!
Ali G, excerto de uma entrevista sobre as personalidades que mais o marcaram no ano de 2004, tirando o seu dealer de erva
- Ele é que era o rei! Lembro de uma vez que ele, eu, o Frank (Sinatra) e o Sammy (Davis Jr) fomos a um show em Las Vegas, sacamos as 24 coristas, alugamos suites onde mandamos por Champanhe, caviar, Super Bock e KY à descrição! Cada um levou 4 delas e foi a part...!...Hã? Não posso contar o resto? Ah, the kids!...pois, tem razão.
Dean Martin, relembrando uma das suas muitas e infames borgas, falando do blog de Terapia e do Rat Pack
- A man whit out a clue in a dimed world, neurotic and at the same time, lucid.
Woody Allen quando perguntado se achava que havia ali qualquer coisa que o levasse a fazer um filme sobre o blog de Terapia. A resposta final foi, claro, não
- Quem?
Resposta em uníssono dos 4 Gatos Fedorentos, entre encolheres de ombros e olhares confusos, quando lhes pergutaram "O blog de Terapia era para ser de comédia como o vosso?"
Dos Colunáveis, Show Of, Ténias e outros Parasitas
- Blog de Terapia é o contrario de estar morto!
Lili Caneças, mumificada e falando sozinha na festa da Caras ou da Gente ou de outra qualquer coisa sem interesse.
- Que coisa tão baixo nível! Olhe que eu sou uma lady!...errr... conde! Nem me fale nessa coisa que me aperta o fio dental!
José Castelo Branco, traveca e socia-qualquer coisa tipo doença venérea, quando foi obrigado a ler o blog de Terapia como exercício de campo
- Só vinte cinco mil? Não merece, tadinho. Que ele é mais querido e beja ainda melhor que o Paulinho das feiras!
Esméria Alves, peixeira do Mercado da Ribeira, em sondagem “Marques Teste” sobre popularidade das personalidades capaz de serem capa da Maria, entre a 3ª idade
- Pá, já são algumas, mas isso era só num verão quando eu era novo, hã! Agora só prái umas 12, 14 mil, hã! Mas mesmo assim, saco mais estrangeiras que qualquer um, hã! E isso sem a ajuda do anuncio, hã!
Zezé Camarinha quando foi entrevistado para a Ana + Atrevida e lhe perguntaram se 25mil para o blog de Terapia era muita fruta
Banda Sonora
Door bell, White Stripes
Ainda sem ter percebido bem como ou quem, pior ainda, porquê, de tamanho trafego neste berloque, as reacções à efeméride apareceram de todos os quadrantes e em catadupa.
Só ainda não apareceram propostas de patrocínio, o que é pena.
Segue-se excertos de algumas situações relacionadas com o evento, todas reais.
Juro
Da Política & Comentadores
- Digo que sou independente desse ou qualquer blog. Que venho concorrer pelo bem de Portugal e até já deixei de o visitar todos os dias. A minha mulher é que vai lá e faz me os resumos dos posts, mas eu sou um homem livre desse e de qualquer blog.
Cavaco Silva em resposta à pergunta “ E então aquele Blog de Terapia?"
- Então tem 25 mil visitas e não é blog profissional? Não é? Então como é que as têm? Hã? Eu sou blog e assumo por que anda na moda dizer mal dos blogs e...hã?...O quê, Maria? O comprimidinho para ir pá caminha? Tá bem dá à boquinha que eu tomo...Táva a falar do quê mesmo? Hããããã?? (baba-se copiosamente para o decote da Joana Amaral Dias, coisa que não o consigo censurar)
Mário Soares, extemporaneamente sai-se com esta durante uma jantar de pré-campanha enquanto se abeirava da sua mandatária para a Juventude
- Eu fui o primeiro a dizer que lia o Blog de Terapia! Lia-o ainda durante a luta pela democracia! E só por isso, vou declamar um poema ao meu camarada Tera...(áudio cortado)
Manuel Alegre, para o 24 Horas quando ficou sem saldo no telemóvel
- Eu não falo desse blog, um blog desses, sem cultura, sem doutoramento, um blog sem classe que não tem ponta por onde se lhe pegue! Có’rror!
Nem o cumprimento por que quem não sente não é filho de boa gente!
Manuel Maria Carrilho, entre perdigotos quando confrontado com a possibilidade de ter tido menos votos que o blog de Terapia visitas
- Quero dizer que me honra muito que um português, qualquer português, neste mundo fora, é tão visto e tocado, como alguns já o foram no passado, engrandece a bandeira e dignifica a pátria, por isso, entrego esta medalha da...(resto do discurso é imperceptivel)
Presidente Sampaio sobre mais uma medalha a ser distribuída, neste caso ao blog de Terapia, por que ainda sobraram 236 que irão ser sorteadas e mandadas por correio
- É um paradigma entre a lentidão da justiça em Portugal e a defesa do Porto!
Miguel Sousa Tavares, numa das suas crónicas, indiferente do assunto ou jornal, mencionado o que lera no blog de Terapia
- É uma daquelas situações que se repararem, têm razão de ser, tanto a questão geo-global desse blog como por causa do tipo de armamento utilizado e blá blá blá!
Nuno Rogeiro, sobre a relação entre o blog de Terapia e a situação Isreal-Palestiniana
- Terapy? We don´t believe that’s our President does that at all. Is a very stable individual...for an hape.
Condoliza Ricce quando questionada por Jon Stuart sobre “Does president W. goes to blog de Terapia or is just a rumor like the weapons of mass destruction"
Do Futebol
- É o sistema no seu melhor! Se não fosse o sistema esses vinti...os cinquent...ai, quantos são? É que só sei contar até quinze...
Dias da Cunha, depois da pergunta "há mais vida no blog de Terapia que em Alvalade?", queixando-se ao outro velhote que estava no banco de jardim, enquanto ajeita o cachecol verde
- A proba que o Puerto é isento é que esse senhor, que ieu num sei o nome, tem binte cinco mil e ninguém sabe donde. Mas é ao Puerto que pedem responsabilidades, como se alguém pudesse achar mesmo que os binte cinco num são aldrabados em desprestigio do futebol em Portugal!
Pinto da Costa referindo-se ao “caso Terapia”, onde se suspeita que a sua “companheira” esteja ligada, pelas piores razões. Yeap, essas mesmo...
- 25 mil? É lá, humm, isso é que é vender! Se eu tivesse conseguido, humm, vender um decimo disso em kits, humm, é que era!
Luis Filipe Vieira, ligando para o programa “jogo falado” da casa do Benfica do Benim
- O grupo pára u Mudgiau tá completo, máis pode haver uma ou outrá surprêsa e essa bem qui podi ser uma delas. Mais o Ricardo vai e joga à titulá. À não sê qui seja abatido num surto de gripi dáis avis.
Scolari e a convocatória de blog de Terapia para o Mundial, caso não haja mais ninguém em Portugal e não se consiga naturalizar qualquer brasileiro a tempo
Do Show Business
- Não, não sou eu que escrevo no Blog de Terapia. É, é verdade que devia, até por que 25 mil é mais que as pessoas que vêm o meu programa ao Domingo à noite, mas não, não desci tão baixo para escrever um blog daqueles. Mas tá quase! Ahahaha! (imaginem este riso saltitante, you know what I mean)
Herman José, em entrevista para a Mariana, revista do seu publico alvo actual, quando questionado sobre o que era para ele o blog de Terapia
- It’s a surprise for him!
Dizem, ente risinhos, as Sugar Babes, quando questionadas sobre o porquê de dedicarem a musica Sexual Healing ao blog de Terapia
- He are from the massive, totaly weked and a wanker! Me respect da man! And me and me July don’t speack a word of portugese but it’s like me uncle Jamal, is one of me crue!
Ali G, excerto de uma entrevista sobre as personalidades que mais o marcaram no ano de 2004, tirando o seu dealer de erva
- Ele é que era o rei! Lembro de uma vez que ele, eu, o Frank (Sinatra) e o Sammy (Davis Jr) fomos a um show em Las Vegas, sacamos as 24 coristas, alugamos suites onde mandamos por Champanhe, caviar, Super Bock e KY à descrição! Cada um levou 4 delas e foi a part...!...Hã? Não posso contar o resto? Ah, the kids!...pois, tem razão.
Dean Martin, relembrando uma das suas muitas e infames borgas, falando do blog de Terapia e do Rat Pack
- A man whit out a clue in a dimed world, neurotic and at the same time, lucid.
Woody Allen quando perguntado se achava que havia ali qualquer coisa que o levasse a fazer um filme sobre o blog de Terapia. A resposta final foi, claro, não
- Quem?
Resposta em uníssono dos 4 Gatos Fedorentos, entre encolheres de ombros e olhares confusos, quando lhes pergutaram "O blog de Terapia era para ser de comédia como o vosso?"
Dos Colunáveis, Show Of, Ténias e outros Parasitas
- Blog de Terapia é o contrario de estar morto!
Lili Caneças, mumificada e falando sozinha na festa da Caras ou da Gente ou de outra qualquer coisa sem interesse.
- Que coisa tão baixo nível! Olhe que eu sou uma lady!...errr... conde! Nem me fale nessa coisa que me aperta o fio dental!
José Castelo Branco, traveca e socia-qualquer coisa tipo doença venérea, quando foi obrigado a ler o blog de Terapia como exercício de campo
- Só vinte cinco mil? Não merece, tadinho. Que ele é mais querido e beja ainda melhor que o Paulinho das feiras!
Esméria Alves, peixeira do Mercado da Ribeira, em sondagem “Marques Teste” sobre popularidade das personalidades capaz de serem capa da Maria, entre a 3ª idade
- Pá, já são algumas, mas isso era só num verão quando eu era novo, hã! Agora só prái umas 12, 14 mil, hã! Mas mesmo assim, saco mais estrangeiras que qualquer um, hã! E isso sem a ajuda do anuncio, hã!
Zezé Camarinha quando foi entrevistado para a Ana + Atrevida e lhe perguntaram se 25mil para o blog de Terapia era muita fruta
Banda Sonora
Door bell, White Stripes
Quarta-feira, Novembro 02, 2005
Barbárie
Insónia
Uma noite não dormida faz horrores ao sistema nervoso e ao discernimento.
Faz de situações más, péssimas, de dificuldades menores em montanhas, de caprichos cósmicos em problemas graves.
Tudo fica fora de proporção e muitas vezes, de controle.
Uma hora e meia de sono e o cavalgar continuo e notório das horas, perceptível pelo estado de alerta que não quebra em sono profundo, são o rastilho para a pilha de explosivos que é um cérebro cansado, irritado e latentemente agressivo.
Como qualquer troglodita.
Despertador toca um som demasiado perceptível e disparar adrenalina pelos corpo.
A privação de sono faz com que o deslocar até à casa de banho para o duche não se enquadre no habitual despertar lento e agradavelmente quente da água no corpo. O facto de estar alerta à horas perdidas torna esse ritual na confirmação de que esta noite não foi de descanso e que ir trabalhar será um suplicio ainda maior que o habitual, algo muito complicado de gerir.
E digerir.
Higiene completa, lavado até atrás das orelhas, dirige-se para o quarto.
Os passos são firmes mas tensos, de alguém cuja calma parece tão longe como a Antárctida ou cujo controle parece tão firme como gelatina.
Há uma tensão interior, uma percepção de abismo.
Entrar no quarto de tolha enrolada à cintura, abre o armário onde procurará algo para vestir e terminar o ritual matinal.
Exigindo um sacrifício humano.
Abre-se as portas de par em par, olha-se para as camisas, calças, gravatas e casacos pendurados e somam-se os factores.
Indumentária automaticamente escolhida pelo córtex reptiliano, movimento de braço esquerdo para tirar a camisa do cabide e posteriormente as calças.
Ao colocar a mão no botão da camisa para o abrir e a poder vestir, todo o varão do roupeiro cai!
Dezenas de peças de roupa anteriormente passadas e colocadas para serem usadas jazem no chão do armário, em cima de camisolas habilmente empilhadas, numa confusão de peças e cores. Tudo amachucado.
And hell got loose
Um “foda-se” gutural sai ao mesmo tempo que os olhos perdem os seu tom castanho escuro para ficarem ensanguentados, fixos. A respiração altera-se, nasala-se, evoca a raiva que exala por cada poro.
A toalha cai no movimento sequente.
Agarra o varão que tombado com as duas mão e bate com ele nas portas, gavetas e paredes do armário! As poucas peças que aguentaram agarradas são sacudidas pelo ar enquanto o pedaço de metal é bandido com violência contra a parede branca que fica no fundo do armário! Onde é largado após ultimo e agressivo arremesso.
As peças de roupa tombadas são atiradas, em catadupa para o canto oposto do armário, com violência, partido cabides e fazendo barulho quando batem no vidro fechado.
Voam calças de fato, camisas de fim de semana, magotes de gravatas e blazers, tudo o que caiu é enviado com agressividade pelo homo sapiens, que nu e espumando da boca, num ataque de selvajaria destrui todo o acto civilizado de passar e arrumar roupa em cabides, num armário.
O caçador que exterminou os mamutes e dentes-de-sabre, caçou e aniquilou outros homenidios e usou o seu cérebro para conceber melhores maneiras de destruir e predar, está apenas a um micro-segundo do gajo de fato ou do iluminado pacifista, do trolha ou do doutor, do informático ou do empregado de mesa, do camionista ou do advogado, está dentro de todos nós.
E só o nosso autocontrole o mantém enterrado e domesticado, calmo e obediente.
Mas se ele falha, se os factores se alterarem, ele rompe as correntes e deita por terra 3 mil anos de “civilização”.
Primitive stille
Ofegante e exasperado, nu como veio ao mundo, olha para o resultado das suas acções.
À meros segundos eram peças de roupa penduradas em cabides, agora são uma enorme rodilha amontoada e ponteada, por que não satisfeito com o arremesso ainda pontapeou o monte e a cadeira de canto que o suportava.
Repetidas vezes.
Ainda insatisfeito mas mais racional, admite que será melhor se cobrir por que o frio já é uma realidade.
Uma vez mais, usando o córtex reptiliano, escolhe uma camisa e umas calças do monte que jaz as seus pés, tira um casaco pendurado numa porta e segue o seu caminho, irado, cansado e com notória animosidade para com os seus actos em particular mas com a Humanidade em geral.
Dentro dele, o agressivo pré-histórico pega na sua moca de fémur de cervo gigante e grunhe baixinho até que os seus sons sejam imperceptíveis nas profundezas da caverna onde se refugia.
Até à próxima caçada ou ritual de destruição.
Com os olhos novamente castanhos e respiração (quase) regular, sabe que terá muito trabalho para por tudo em condições e mais ainda para conseguir explicar a si próprio por que raio agiu assim.
A insónia, o stress, a tensão, a insatisfação, os monstros debaixo da cama, tudo isso são factores, mas não a razão.
Pensa que terá desculpas a pedir e explicações a dar, principalmente se ligar à mulher a dias e pedir uma task force para por em ordem tudo o que atirou e pisou, principalmente por ela ainda à pouco lhe fez o favor de arranjar a roupa e deixar penduradinha no roupeiro.
O civilizado sente vergonha do bárbaro como se não fossem um e o mesmo ser
Banda Sonora
Killling in the name of, Rage Against The Machine
Uma noite não dormida faz horrores ao sistema nervoso e ao discernimento.
Faz de situações más, péssimas, de dificuldades menores em montanhas, de caprichos cósmicos em problemas graves.
Tudo fica fora de proporção e muitas vezes, de controle.
Uma hora e meia de sono e o cavalgar continuo e notório das horas, perceptível pelo estado de alerta que não quebra em sono profundo, são o rastilho para a pilha de explosivos que é um cérebro cansado, irritado e latentemente agressivo.
Como qualquer troglodita.
Despertador toca um som demasiado perceptível e disparar adrenalina pelos corpo.
A privação de sono faz com que o deslocar até à casa de banho para o duche não se enquadre no habitual despertar lento e agradavelmente quente da água no corpo. O facto de estar alerta à horas perdidas torna esse ritual na confirmação de que esta noite não foi de descanso e que ir trabalhar será um suplicio ainda maior que o habitual, algo muito complicado de gerir.
E digerir.
Higiene completa, lavado até atrás das orelhas, dirige-se para o quarto.
Os passos são firmes mas tensos, de alguém cuja calma parece tão longe como a Antárctida ou cujo controle parece tão firme como gelatina.
Há uma tensão interior, uma percepção de abismo.
Entrar no quarto de tolha enrolada à cintura, abre o armário onde procurará algo para vestir e terminar o ritual matinal.
Exigindo um sacrifício humano.
Abre-se as portas de par em par, olha-se para as camisas, calças, gravatas e casacos pendurados e somam-se os factores.
Indumentária automaticamente escolhida pelo córtex reptiliano, movimento de braço esquerdo para tirar a camisa do cabide e posteriormente as calças.
Ao colocar a mão no botão da camisa para o abrir e a poder vestir, todo o varão do roupeiro cai!
Dezenas de peças de roupa anteriormente passadas e colocadas para serem usadas jazem no chão do armário, em cima de camisolas habilmente empilhadas, numa confusão de peças e cores. Tudo amachucado.
And hell got loose
Um “foda-se” gutural sai ao mesmo tempo que os olhos perdem os seu tom castanho escuro para ficarem ensanguentados, fixos. A respiração altera-se, nasala-se, evoca a raiva que exala por cada poro.
A toalha cai no movimento sequente.
Agarra o varão que tombado com as duas mão e bate com ele nas portas, gavetas e paredes do armário! As poucas peças que aguentaram agarradas são sacudidas pelo ar enquanto o pedaço de metal é bandido com violência contra a parede branca que fica no fundo do armário! Onde é largado após ultimo e agressivo arremesso.
As peças de roupa tombadas são atiradas, em catadupa para o canto oposto do armário, com violência, partido cabides e fazendo barulho quando batem no vidro fechado.
Voam calças de fato, camisas de fim de semana, magotes de gravatas e blazers, tudo o que caiu é enviado com agressividade pelo homo sapiens, que nu e espumando da boca, num ataque de selvajaria destrui todo o acto civilizado de passar e arrumar roupa em cabides, num armário.
O caçador que exterminou os mamutes e dentes-de-sabre, caçou e aniquilou outros homenidios e usou o seu cérebro para conceber melhores maneiras de destruir e predar, está apenas a um micro-segundo do gajo de fato ou do iluminado pacifista, do trolha ou do doutor, do informático ou do empregado de mesa, do camionista ou do advogado, está dentro de todos nós.
E só o nosso autocontrole o mantém enterrado e domesticado, calmo e obediente.
Mas se ele falha, se os factores se alterarem, ele rompe as correntes e deita por terra 3 mil anos de “civilização”.
Primitive stille
Ofegante e exasperado, nu como veio ao mundo, olha para o resultado das suas acções.
À meros segundos eram peças de roupa penduradas em cabides, agora são uma enorme rodilha amontoada e ponteada, por que não satisfeito com o arremesso ainda pontapeou o monte e a cadeira de canto que o suportava.
Repetidas vezes.
Ainda insatisfeito mas mais racional, admite que será melhor se cobrir por que o frio já é uma realidade.
Uma vez mais, usando o córtex reptiliano, escolhe uma camisa e umas calças do monte que jaz as seus pés, tira um casaco pendurado numa porta e segue o seu caminho, irado, cansado e com notória animosidade para com os seus actos em particular mas com a Humanidade em geral.
Dentro dele, o agressivo pré-histórico pega na sua moca de fémur de cervo gigante e grunhe baixinho até que os seus sons sejam imperceptíveis nas profundezas da caverna onde se refugia.
Até à próxima caçada ou ritual de destruição.
Com os olhos novamente castanhos e respiração (quase) regular, sabe que terá muito trabalho para por tudo em condições e mais ainda para conseguir explicar a si próprio por que raio agiu assim.
A insónia, o stress, a tensão, a insatisfação, os monstros debaixo da cama, tudo isso são factores, mas não a razão.
Pensa que terá desculpas a pedir e explicações a dar, principalmente se ligar à mulher a dias e pedir uma task force para por em ordem tudo o que atirou e pisou, principalmente por ela ainda à pouco lhe fez o favor de arranjar a roupa e deixar penduradinha no roupeiro.
O civilizado sente vergonha do bárbaro como se não fossem um e o mesmo ser
Banda Sonora
Killling in the name of, Rage Against The Machine
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