Quarta-feira, Agosto 31, 2005

BlogDay, com D

Como todas as minorias, há que dar um dia especial para se sentirem parte importante da Humanidade ou planeta.
Temos o dia da Mulher, do Orgulho Gay, da Arvore, da Poesia, dos Nativos de Papua Nova-Guiné, dos Porquinhos da Índia, enfim, de tudo e mais qualquer coisa.

Os blogs também têm o seu que é hoje, o BlogDay
Claro, nos moldes um pouco diferentes.

Não há manifs com pessoal de plumas e homens a imitarem a Cher (acho que não, pelo menos não me convidaram para nenhuma), não há palavras de ordem ou frases gritadas vezes sem conta, muitas vezes sem grande convicção, como “Governo Ladrão” “Emprego para quem precisa” ou “Reformem os velhinhos”, etc, com discursos politicos de tipos da UGP e do MRPP que hibernam o resto do ano e aparecem neste dias particulares, alimentando-se da energia negativa da população ou os famosos directos na tv, com muitas argoladas e entrevistas em directo com populares "Então, está aqui para apoiar a manifestação de Orgulho gay? Eu, nem pensar! Só gosto de ver homens vestidos com tantas cores..." "Veio apoiar as manifs do dia do Porco Preto? É claro que sim, caralho, esta é a nossa luta, foda-se!" "O que representa para si este dia da Omelete de Queijo? É hoje? ò Diabo, pensei que hoje era o dia Mundial da Alface, por isso vesti-me de verde..."

No BlogDay, recomendo berloques nunca antes recomendados (alguns, pelo menos), faço as honras das apresentações e está celebrado o nosso dia.

Sem mais delongas...

Famaily Guy Blog, sou fã da serie. Desconhecia que tinham um blog do pessoal que a criou e lá trabalha, por isso, foi uma descoberta agradável. Só não deu para mandar mail com um grande texto de fã compulsivo e paranoico. Enfim...

Private Investigator Blog, um blog de um gajo que diz que é detective privado e tem lá uns posts giros. Gostar de policiais dá nisto.

Bad Girls Blog, need I say more? =)

Post Secret, está nos meus favoritos mas acho o conceito fantástico: Faz se um postal anonimo com um segredo, envia-se para o apartado e pode aparecer no Post Secret. Um confecionário em forma de blog. A visitar.

Pronto, já dei para o peditório


Banda Sonora
Remar remar, Xutos e Pontapés

Terça-feira, Agosto 30, 2005

Dia de cão



Banda Sonora
I still haven’t found what I’m looking for, U2

Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Já não estou sozinho!

Finalmente!
Pareceu um eternidade, mas finalmente, estou com ela.

A minha coleguinha voltou e já consigo dividir o trabalho que acumulou na minha secretária!

YUUUPPPIII!!


Banda Sonora
Strange days, The Doors

Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Teorias de café

- Bom dia. É o do costume?
- Humm, humm...
- Vá lá é que já é sexta feira e amanhã, se Deus quiser, fim de semana
- Deus não tem nada a haver com o assunto! Se Deus quisesse, eu não tinha de trabalhar para viver, isso é a prova que Ele não é um gajo porreiro ou que não existe, o que preferir!
- Pois...já lhe trago o copo d’água...

Começo a perder o respeito até dos empregados de café, que como sabem, são o meu core de e-leitões.


Banda Sonora
Apply some pressure, Maximo Parker

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

Retracto

Reparei primeiro no nariz.
O ceptro nasal, de perfil, era recto e terminava numa pontinha que arrebitava, o que lhe dava ar de menina atrevida.
A pele, de um bronzeado dourado, revelava umas pequenas sardas na cara, que realçavam o tom loiro do cabelo, mesmo que não fosse de todo, o natural.
Tinha os olhos baixos, sobre o prato, numa pose de doroteia desinteressada, ares de senhora descontraída, com as suas pernas cruzadas cobertas por umas calças de linho branco, que acabavam junto a umas sandália aberta que baloiçava no seu pé pequeno e bonito.

O top de alças era em tons de castanho e branco, caído, mas suficientemente apertado para se verem as curvas dos seios modestos, redondos como duas laranjas e agarrados firmemente por um soutien cujas alças se viam nas costas, também douradas e sardentas, que agora abanaram à minha frente nos passos firmes que deu quando, ao pedir o café, se levantou para tirar tabaco na maquina.
As pernas eram longas em comparação com o corpo. Teria 1.70m , talvez, com as suas sandálias de salto alto, que bem sabia usar, tornavam as suas passadas elegantes.
Já terá passado os 33, com certeza, mas a figura é atraente, imperfeita.
O rabo é pequeno mas empinado, nota-se a flacidez da barriga, mas a sua pose, de pé, a escolher o tabaco na maquina, de costas para os meus olhos, de perna esquerda à frente, apoiada no tacão da sandália que abana o seu pé em angulo recto com chão, mão direita tacteia os botões com as marcas de cigarros, de costas direitas, cabelo loiro pouco abaixo dos ombros, é de sensualidade descontraída.
Toca numa das teclas, cai o tabaco e o troco. Dobra-se até ficar quase de cócoras, dando uma imagem sugestiva do seu rabo.

Endireita-se e volta-se, deixando me ver o seu rosto de frente.
Tem uma cara pequena e de feições arredondadas, com uma testa lisa e maior que seria de esperar, as maçãs do rosto são largas e seguram o seu bonito nariz que fica pouco acima de uns lábios pequenos mas carnudos, pintados subtilmente, de forma a parecerem mais apetitosos.
Tem os olhos castanhos, de tom de noz uniforme, afastados e equidistantes da cana do nazis, fazendo os parecer demasiado laterais para um rosto tão pequeno.
O seu peito é pequeno, confirma-se a primeira observação, as mamas não serão maiores que laranjas e parece que o soutien de facto ajuda a realçar a sua existência.

Caminhou de cabeça baixa e passada larga enquanto tira o plástico do maço, senta-se e acende um cigarro que suga entre os lábios, de cabeça levantada e olhar no tecto, como se observando com atenção uma teia mal limpa que se suspende no seu raio de acção.
Volta a cruzar as pernas, abanado descontaidamente pé, põem a mão no queixo e continua a fumar em pose estudada de modelo de pintor, capaz de ficar horas imóvel olhando para a sua teia imaginária, sendo apreciada.

Sai antes dela.
Tentei não olhar fixamente, mas não resisti a um ultimo relance da minha companhia imaginária de tempo perdido.
Passei.
Parei.
Virei-me. Os olhares chocaram sem supressa ou desconforto.
Ela ainda fixava a sua teia imaginária, eu estava apenas no seu caminho


Banda Sonora
Ex-con, Smog

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Pensamentos que me fazem acordar aos gritos

- A ideia de que esta crise económica não vai terminar no meu tempo de vida
- A noção que nada conquistei de tudo aquilo que um dia sonhei
- Que afinal não fui adoptado e eles são mesmo o meus pais biológicos
- Que todas as hipóteses que perdi não tornarão a aparecer
- A mulher da minha vida já terá passado e desaparecido e não o ter conseguido perceber
- Nunca ser mais que uma esperança adiada
- A minha conta bancária
- Tornar-me uma fashion victim
- Felicidade ser apenas uma palavra
- De acordar impotente
- Ser proibido por lei o consumo de cerveja e whisky
- De isto ser o melhor que posso esperar da vida
- Tornar me fútil e simplório
- Ser um mentecapto limitado e ter orgulho nisso
- Aparecer numa telenovela da TVI
- O Ricardo é o guarda-redes da Selecção Nacional


Banda Sonora
Michael, Franz Ferdinand

Terça-feira, Agosto 23, 2005

Dois dias, duas neuras

Calma, respirar fundo, contar até 10...Paciência de um monge budista....
O que é que eu ia fazer? Não, já almocei...café também...

Ah! Boa, mais trabalho! E com timmings a roçar o negreiro.
E o cuzinho lavado com água de rosa, também não?
Milagres são caros, nada que chegue ao que me pagam, seus imbecis!

E a gaja do lado não se cala, as paredes são finas e ouve-se aquela foz rouca de tabaco a mandar vir com as agruras do trabalho, seja lá o que raio ela faz! E mais a porra do fax que não para de cuspir chatices que nem sabia que tinha até aparecerem em meu nome. “Quem é que pediu isto por fax?”. E lá, muito a contra gosto alguém diz “...sabes, é para ti mas esqueci-me de te avisar..” Não, não é para mim. É para eu encaminhar, como qualquer destes cromos podia ter feito, mas nãããõooo, como o fax está mais perto de mim, o gajo que se lixe e pare tudo o que está a fazer para tratar de uma chatice que nem sabia que viria a ter!
É tudo a lixar o mesmo, merda!

E a porra da maquina de café decidiu ficar possuída hoje, deu me um café de 15g açúcar e 2 gotas de água escurecida, ou seja, uma papa semi-solida, muito parecida com um balde de areia molhada mas sem a vantagem de se estar na praia, claro que depois de gastar mais 30c e 2 minutos lá saiu um café, mas sem colher. Isto promete...
Porra para aquela maquina do raio!

Já agora, alguém me explica por que porra levei uma hora a chegar ao trabalho? Deitei-me em agosto e acordei em outubro? Filas e filas de transito para onde, para quê?
So visto, só visto esta merda!

Ligam me de uma empresa de recursos humanos, a falar sobre um c.v. que coloquei há já uns meses, a oferecerem um trabalho para o qual sou sobre qualificado, por anos experiência na área, ganhando ainda menos do que ganho agora. Se alguém lesse o que está lá escrito teria percebido que:
a) Não é o meu primeiro emprego nessa área, antes bem pelo contrário
b) Informo que estou empregado, logo, não é coerente que me ofereçam algo que roça o salário minimo
c) Pá, porra, eu era chefe dessa área! Querem oferecer o quê, afinal? Uma hipótese de voltar a subir a escada empresarial, se me mandar de cabeça para o piso 0?
Malditos sites de emprego on line, esperamos que tenham uma proposta para entrevista para algo melhor mas é sempre a descer...
Foda-se!

Calma, isso...hiper-ventila para o saco de papel!
Pronto, já está mais fácil respira.

Uma pergunta assola a minha mente:
Por quê eu?
Não obtenho resposta, apenas um lamento que sai guturalmente da minha laringe...
foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se


Banda Sonora
Hands around my through, Death Vegas

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Sem simpatia

Sim, há dias em que não consigo transmitir ou absorver qualquer simpatia.

Dias que são um conjunto de factores negativos que tirariam o sorriso da cara de uma Testemunha de Jéová, que desmotivariam um vendedor de aspiradores, que fariam chorar um sargento de instrução.

Dias que sejam segunda feira, cuja a reunião matinal se chegou á conclusão que aquele trabalho pendente durante semanas terá de ser feito em dias, pelo gajo que menos tem a ver com isso (yeap, me, my self and I) mas que foi o eleito para resolver esta palhaçada com as suas horas extras não remuneradas ou reconhecidas, se não, ai jasus, ai jasus, a civilização como a conhecemos, acaba.

Dias que sabemos que 19.45 são horas de pensar em sair e não horas de começar a fazer o jantar, em que não estamos com paciência para ficar em casa apesar do cansaço e que o bar acaba sempre por fechar muito depois da hora de dormir, não há ninguém espera na cama por que está longe e o que está perto não tem (e não demonstra) interesse, que sabia muito bem um whisky antes de uma noite de sexo mas acabará por ser mais que um whisky e nada de sexo.

Dias que queremos esquecer antes mesmo de começarem e que não nos trazem nenhuma lição de vida, não ficamos mais iluminados, ricos ou crentes, são aqueles dia que odiamos e nunca nos parecem mais fáceis, por muito que façamos, são sempre uma merda.

Por tudo isso e mais que me moe a cabeça, hoje, a simpatia está de férias.
Mas é mesmo a única coisa que tem direito a isso, por estas bandas


Banda Sonora
Aint saying my goodbyes, Tom Vek

Sexta-feira, Agosto 19, 2005

10, 9, 8, 7...

- Faltam-te 10.
- Se fossem só 10 € que me faltassem...
- Não, pá, 10 e-leitores.
- Eleitores?
- Sim.
- Perdi-me...
- Não são eleitores...! Fogo, tás quase lá! São só mais 10!
- Onde? Quais 10? Queres mais uma imperial?
- Com mais 10 chegam às 20 mil!
- 20 mil é um numero impressionante de gajas...não sei que historias ouviste, mas não sou assim tão bom, pá, mas quase...!! Ahahahahah!!
- Pelo o que ouvi, se chegas-te ás 20, a próxima rodada pago eu!
- Pronto, não vale a pena achincalhar...Mas queres?
- Quero o quê? Olha lá, não te estiques para o meu lado só por que não sacas gaja nenhuma!
- Com um caralho...Ó palhaço, queres mais uma jola ou não?
- Esquece a jola, pá, falamos de coisa sérias. É um marco chegares às 20 mil visitas...
- Ok, chega. Quais porra de 20 MIL VISITAS???
- No teu BLOG!!!
- Chhhhhiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuu!!!! Pá, fala baixo!! Olha ai a minha reputação!!
- Qual reputação?
- Sabes, pá, aquela de gajo que não tem blog e é cool e tal...
- Ah! Uma imagem hetero... Não te tás a safar lá muito bem.
- Vai à merda, que o que tu queres sei eu...! Isso, sem falar na minha mãe, coitada.
- A tua mãe?
- A minha mãe não sabe que eu tenho um blog! Ela pensa que aquele tempo todo no pc é a ver sites porno! Já imaginas-te a decepção?
- Ia ser duro...
- 20 mil?
- Yeap.
- Soa bem.
- Por acaso...
- Mas assusta-me.
- Porquê? Achas que de alguma forma a tua responsabilidade e conteúdos do blog terão de estar em consonância com a exigências de teres tantos e-leitores?
- Não, porra! Fico preocupado é com eles, pá!
- Eu percebo-te. Li os comentários e até alguns dos blogs deles...Parecem tão normais...
- Yá, mas vão ao meu! What the Hell is wrong with you, people??
- Não sei...mas aceito.
- Eu também. Afinal, é um blog livre e para todos, independentemente de onde vêem, do que procuram, da cor, raça ou credo. É um blog que aceita todos, sem excepção, sem juízos de valor, apenas acolhe cada visitante de braços abertos e sorriso nos lábios e...
- Não, porra! Aceito a tal imperial!
- Ah!...Ok, saem duas imperiais, ò faxfavor!


Banda Sonora
Chicago, Sufjan Stevens

Quinta-feira, Agosto 18, 2005

No inicio, era o nada

Primeiro post…Um teste. Não, eu não sou bom em testes, sempre tive ataques de pânico quando os ia fazer. É só mesmo o primeiro post.Preciso de terapia. Os meus amigos, não que tenha verdadeiros amigos, dizem me que talvez não fosse pior procurar ajuda. Isto é o mais próximo que consegui.O que me atormenta hoje…Para começar, este post. Estou há cerca de 2 horas para escrever estas linhas. Não me quero soltar e contar tudo de uma vez. Nem pensar. Era o 1º e ultimo post. Sinto que escreverei melhor com o tempo, confortado pela proximidade que agora começa. Sei que falarei de tudo, sem pudor, mas agora só quero dizer é a 1º vez que escrevo um post. E já fiz qualquer coisa para melhorar a minha condição mental, afinal, atormentava-me o medo de criar este blog. Sejam bem vindos ao meu sofá. Eu fico deitado nele. Podem opinar ou apenas ouvir. Não esperem nada de especial, afinal, isto é terapia.

Este foi o meu primeiro post

Há um ano decidi, por fim, criar um blog.
Primeiro, não tinha uma ideia muito explicita do que iria ser, qual a orientação do mesmo, como se chamaria, quem seria o gajo que lá ia escrever, se contaria a alguém ou seria my dirty litle secret, mas sabia uma coisa, queria o meu blog, queria escrever as minhas ideias num suporte duradouro, queria escrever mais que nas paredes de casas de banho publicas.
Depois de uma longa reflexão, entre duas ou três imperiais , tendo em conta o que muita gente me dizia “pá, tu não és normal”, “tenho duas palavras para ti: procura ajuda”, “tu precisas de terapia”, decidi que o meu blog teria ênfase em mim e nas minhas duvidas morais, problemas, neuroses, frustrações, infâmias e demencias.
(som de rufar de tambores e barulho de malhar de metal)
Forjava-se o Blog de Terapia.

Com nome e com objectivo (ok, esta ultima parte é, até hoje, discutível), era preciso de “criar” de facto um blog.
Sem experiência nessa campo e poucos conhecimentos sobre o assunto, foi ao Blogger alojar o dito cujo e perceber como raio isto funciona.
Li, re-li não percebi mas escolhi um template, escrevi o cabeçalho, criei um mail e uma persona e lancei na blogoesfera aquele que seria o meu único blog até hoje.

Isto tudo foi a 18 de Agosto de 04.
Aquele foi o meu primeiro post.

De facto, ele aparece no blog com a data de 19/8.
A razão é muito simples. Este é a 2ª tentativa de blog. A primeira, por nabice, foi apagada.
Mas o post foi recuperado bem como o meu amor próprio, ou o que restava dele, e no dia seguinte voltei a criar um template e fiz a edição do post. Dai que, para efeitos de registo, dia 19 ter sido a data de abertura ao publico, mas a ante-estreia foi na véspera.

365 dias depois, ainda por aqui ando

A todos que realizaram, produziram, comentaram, passaram e insultaram este blog e o seu dono, o meu muito obrigado


Banda Sonora
Evil, Interpol

Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Posta do dia

....


(sem inspiração e sem tempo para transpiração)


Banda Sonora
I predict a riot, Kaiser Chief

Terça-feira, Agosto 16, 2005

Up Deite

1º dia de trabalho ao fim de 4 de folga: Mesmo sendo terça, sabe a segunda, logo, o gosto amargo na boca não é do café

2 dia depois do concerto dos U2: A realidade é de facto, uma merda. Principalmente depois daqueles tipos terem dado um concerto do caraças!

As 4 mulheres no meu departamento, o horror: A mais gira, a minha coleguinha, está de férias e faz me falta por que estou a fazer o trabalho dela e o meu. As remanescentes, provocam me as lagrimas. Mas, também depois de tanta miúda gira naquela concerto! Porra, onde é que elas andam quando não estão em concertos dos U2?

2 pilhas de trabalho em cima da secretaria e a subir: Agosto só é mês calmo para quem vai de férias, que não para o Algarve e não tem putos. Devido a um golpe do “destino”, por aqui, há mais gente de férias que a trabalhar. Isso não seria grave se “por acaso” este Agosto não fosse o mês com mais trabalho desde Janeiro. Ah, a gestão autóctone...!

5.30h de sono: Quem me manda estar pela hora de Tóquio? Sim, quem?

Caros e-leitores ou meros mirones, este tasco não fecha em Agosto, mas gostava, por isso, é provável que me venha queixar aqui mais umas semanas.

Podem me obrigar a trabalhar, mas não me podem obrigar fazê-lo com dignidade, por isso vou resmungar e choramingar até ao fim


Banda Sonora
What'Cha Know About, Donovan Frankenreiter (Featuring G. Love)

Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Só coisas para me atormentarem

- Por favor, é um café curto e uma água com gás.
- Com certeza. E a água é com sabor a...?
- ...?
- Temos com sabor a limão, laranja, tangerina, maracujá, ananás...
- A nada.
- A nada?
- Eu ainda prefiro a minha água com gás com muitas bolhinhas e a saber a água.

Qualquer dia ainda me oferecem uma coisa gaseificada com sabor a alface e feijão frade


Banda Sonora
Review mirror, Pearl Jam

Sabemos que o dia vai ser uma merda quando

entornamos sobre nós metade do café do pequeno almoço, conseguindo o olímpico nº de 8 manchas castanhas numa t-shirt de fundo branco.

Agora é que vai ser só gente a olhar para mim!
Pelas razões erradas

...daasssseee....!


Banda Sonora
Manequim, Wire

Quarta-feira, Agosto 10, 2005

All messed up

Quando as coisas simplesmente não correm como queremos, trabalho ou pessoalmente
Tudo parece se desmoronar de uma forma constante, ideias e ideais
O caminho é tortuoso e íngreme, na estrada que percorremos
Cada passo é repleto de duvidas e frustrações, num acumular sem escape
Os objectivos ficam longe e cada vez mais longe, quase uma miragem
Quando as forças abandonam e a vontade se esvai, como um cansaço que não conseguimos sacudir

É tempo para parar.

Parar e aliviar a pressão que nos corrompe a alma, nos tolda os pensamentos, nos leva para mais longe e não mais perto

Algo retemperador



Não resolve, mas já me sinto melhor


Banda Sonora
Flight attendant, Josh Rouse

Terça-feira, Agosto 09, 2005

Associação de palavras

A chuva molha...
Se andamos à chuva ficamos molhados...
Elas à chuva ficam com a roupa encharcada...
Sem roupa e molhada...
Monica Belluci!

Posted by Picasa

É só uma desculpa para pôr aqui uma foto dela.
No fundo, é terapeutico


Banda Sonora
Karma Police, Radiohead

Pausa

Chove em Lisboa

O verão decidiu fazer uma pausa não programada
É uma chatice para quem está de férias e para mim, por que estes dias escuros e chuvosos fazem sempre lembrar o inverno

Prefiro o calor, mesmo dentro destas quatro paredes, os raios de sol fazem parece tudo menos soturno quando passam através dos vidros da janela


Banda Sonora
Downtown, Neil Young

Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Reuniões, onde os imbecis se pavoneiam:

- Blá, blá, blá, vamos fazer blá, blá, blá
- E prontos, como somos nós a equipa responsável pelo blá, blá....
- Sinergias, é o que precisamos blá, blá, blá...
- As férias ficaram suspensas por causa de blá, blá, blá...


- Posso fazer uma sugestão pertinente?

- ..Sim, diga

- Então e que tal...



Banda Sonora
She sells sanctuary, The Cult

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Vão de férias? A sério?

Posted by Picasa
*

*An pompose antichrist that want to rule the world


Banda Sonora
Simpaty for the Devil, The Rolling Stones mix by Neptunes

Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Serviço Publico – corolário de “ajude o próximo”

Ao contar que outros o ajudem a resolver os seus problemas, o mais provável é que consiga novas e coloridas chatices que nunca sonhou ter.
E o problema inicial persistirá.

Depois não digam que não avisei....


Banda Sonora
Munique, Editores

Terça-feira, Agosto 02, 2005

Factos

Há duas ou três pessoas que me acham interessante

Eu não sou nenhuma delas.


Banda Sonora
Zebra, John Butler Trio

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Uma noite no festival

Vilar de Mouros é o mais antigo festival português, dai que as expectativas do mesmo são sempre elevadas. É o nosso Woodstock, o ponto de viragem dos eventos musicais numa altura do ainda Estado Novo onde, em 1971, tocaram nomes com Amalia Rodrigues, Duo Ouro Negro e claro, Elton John e Manfred Mann .
2005 também terá sido o ponto de viragem, mas na organização.
Pelo que me foi dado a conhecer, vários factores influenciaram negativamente este evento: como referi, a organização mudou e a actual empresa que tratou deste evento não tinha experiência em algo tão grande, os demais festivais de verão conseguiram as melhores bandas, até como forma de limitar Vilar de Mouros, e a cobertura mediatica foi ínfima (a Antena 3 nem apareceu, por exemplo e ninguém parecia interessado no festival) bem como a sua divulgação. Houve-se falar do Sudoeste à semanas mas Vilar, quase nada.

Sexta-feira, dia 29 de Julho, a única noite em que estive no festival.

Pontos positivos:
Peter Murphy é um senhor, cargo! Com cerca de 3000 (sim, 3 mil) pessoas apenas na plateia, fez o seu show, mais de voz e de entrega, revelando que estava lá para terminar a sua tourné da melhor forma. Cantou muito e bem, apesar de algumas musicas, que quase ninguém conhecia, terem deixado o publico a olhar placidamente para ele, numa audiência com idade média de 35 anos e que só pareceu mais activa quando ele nos brindou com Strange kind of love, Cuts you out e as pérolas nos encores, Radio dos Joy Division e Lust for Life de Iggy Pop. As hostes apreciaram e ele finalmente foi brindado com uma ovação decente.
Valeu pela postura e profissionalismo deste velho conhecido dos palco portugueses.
Se bem que a sua roupinha parecia desenhada pelo Jean Paul Gautier. O próprio Peter parecia o Jean Paul Gautier!
Acho que a sua conversão ao islamismo o levou para outros ismos, mas enfim...
A simpatia do pessoal de apoio também é de ressalvar, apesar da organização.

Pontos negativos:
A organização. Foi de uma mediocridade atroz, desde o cartaz à escolha do timmings de palco.
Exemplos: As creditações e convites estavam numa única bilheteiras, das 3 do recinto, separadas por várias centenas de metros e um rio (!). Contudo, ninguém informou onde nem como lá chegar para tal e o pessoal das supra citadas bilheteiras (que não pertenciam à organização, esses ninguém os via) não fazia ideia de nada mais que vender os bilhetes e ver se as contas estavam certas. Era só isso que lhes tinham dito e muito já eles faziam. O multibanco existia também e somente na bilheteira central, vamos assim chamá-la, mas nada nem ninguém o indicara na altura que se tinha de deixar o carro, a vários km de qualquer uma delas(!), ou seja, tinha de se voltar à vila para levantar dinheiro ou fazer mais uns km para chegar à única bilheteira com multibanco, atravessando desde zonas de raves tecno ao parque de campismo improvisado, apenas para verificar que, o referido multibanco funcionava sazonalmente e quase quando lhe apetecia.
Uma falha imensa do ponto de vista logístico e técnico.
A escolha dos alinhamentos de bandas foi um choque. Echo and the Bunnymen abriram as hostilidades às 9.30 da noite! Não os vi por que só cheguei ao Porto pelas 8h e nada me levou a pensar que eles não seriam a banda a fechar ou se tanto a actuar antes de Peter Murphy. Incrivel.
Para além das barraquinhas da Super Bock e algumas comes e bebes mais nada havia, tirando uma zona de venda de cd’s bijuterias e afins, mas muito pobre de bancas e opções.
A própria comunicação social era um deserto, tirando aquela sra. Da RTP que me tentou entrevistar durante Peter Murphy (automaticamente recusada), posteriormente vi a sua pobre prestação como jornalista na tv e percebi que, coitada, foi mandada para onde mais ninguém queria ir...Vilar de Mouros.

Apesar de todos os contras, gostei do que vi, mais de Murphy (interessante co-relação...) e do pessoal com que estive este fim de semana.
Não foi transcendental mas diverti-me à brava!

Ah, no Porto, uma francesinha do caraças num restaurante óptimo, o Yuko, em Costa Cabral. A sangria e moelas também são especialidade.
Recomendassimo.

Adenda:
No próximo post irei explicar o porquê de alguns dos problemas deste festival, em termos de publico, organização e cartaz, bem como falta de projecção. Um verdadeira teoria da conspiração, mas baseado em entrevistas, pesquisa e a várias fontes anónimas, que assim decidiram ficar para sua segurança e das suas famílias.
Ok, é baseada numas conversas tidas encostado à barraquinha da Super Bock com um pessoal que já tinha consumido uns cogumelos a mais...


Banda Sonora
Cuts you out, Peter Murphy