Terça-feira, Novembro 30, 2004

Duvida Moral

Será que devo ir almoçar ao tasco manhoso ao pé do escritório ou fico no meu gabinete a fumar desalmadamente e a pôr a minha leitura de blog's em dia?
Pelo post, já devem ter percebido qual foi a minha opção...

Logo vingo-me num entrecosto na braza!

Um dia da caça...

Outro do caçador.
É sempre assim a lei da vida, uma vez mais acima, outras mais abaixo. Porque é que digo isso? Bom, a minha "relação" com a morena que me tem preenchido os sentidos anda como uma pequena montanha russa: Passámos parte do fim de semana juntos, claro que as coisas avançaram, trocamos mimos e afecto e percebemos que de facto há qualquer coisa entre nós. Mas também há muito receio de ambas as partes. Ela teve algumas más experiência, acha que isto pode ser dramático. Somos 2 covardes sentimentais, enfim...
Ontem fomos tomar café depois do trabalho, acabamos por passear e conversar um pouco. Ela tem qualquer coisa de fascinante, deve ser aquele ar decidido e mau feitio, que quando cai revela uma imensa docura. Ela tem jeito para me levar, sabe o que dizer e como o dizer. Fomos para o carro dela fumar um cigarro, por volta das 19h, que estava estacionado num qualquer passeio de uma qualquer rua da Lisboa, um entre milhares. Mas nem isso impediu que nos rendessemos aos impulsos primários de nos acariciarmos e embaciarmos os vidros... Nem sei o que as pessoas pensaram, mas, acreditem, nem liguei. Nem ela. Havia qualquer coisa que nos impelia em esquecer que estavamos num sitio publico, numa cidade, num pais, num planeta. E ela tinha um fio dental bem giro! Não passamos de carissias intimas, mas queriamos...
Ela ia a um jantar, ao qual chegou com 1h de atraso, culpa em parte minha.
Hoje quase nem falámos. Parece que há uma barreira que não consigo passar, um receio de que se entregar mais qualquer coisa sem certezas, se vá tudo esfumar. Como quase sempre, quando tento ser um gajo porreiro, as coisas correm mal. Ela também parece retaida. Parecemos um jogo de ping-pong, só reagimos ao que nos mandam de volta.
Hoje sinto-me a caça, acosado. Como se algo estivesse errado, não consigo afastar esse presentimento.

São só coisas que me atormentam...

Sexta-feira, Novembro 26, 2004

Pensei em mandar isto às urtigas...

Mudou muito. Quase tudo. Emprego, tempo, estado de espirito, até companhias. Foram umas 3 semanas lixadas.
Para minha satisfação, estou a fazer algo que até acho piada, com pessoas bem interessantes. Não, não é sexual. É mesmo uma nova experiência profissional, que espero proveitosa a longo prazo. Até agora, tem sido boa. A diferença que faz um gabinete com vista...
Mas em contra partida, o meu tempo é muito menor devido á quantidade e qualidade de trabalho. Alem disso, neste período de adaptação, preciso de cada segundo para aprender um pouco mais sobre o que faço e o seu impacto.
Uma razão para mandar isto para as urtigas.
Com o tempo contado, estar com as pessoas de quem gosto tem sido um luxo, mas isso tornou tudo mais proveitoso. Os pontos de encontro variam mais, acabam mais cedo e vejo os amigos mais chegados com menos frequência mas com mais intensidade. Até nisso a ausência forçada tem sido benéfica. Contudo, mentia se disse-se que não sinto falta da conversa solta entre cervejas e afins, noite dentro, onde as palavras que por vezes soavam a bons conselhos, a tristeza ajudava ao ambiente e cada um dizia o que lhe ia na alma.
Outra razão para mandar isto para as urtigas.
As companhias femininas...bom, mudaram. A minha antiga paixão refreou os seus ímpetos, eu deixe de lhe ligar para mais que um copo ou café. Ela percebeu que não vamos passar de “money shots” para onde calhar. Nada que não tivesse sido avisada.
Conheci uma rapariga que me pôs a pensar sobre o que significa querer estar com alguém, em gostar da companhia de uma pessoa ao ponto de se perderem horas de sono nas alturas mais impróprias só para estarmos a conversar ou em pensar que um simples toque mais afectuoso possa deixar que ela perceba que algo está a acontecer. Se calhar tudo isso tem tanta importância agora por que à tempo demais que não me sentia tão bem com alguém.
Tenho a noção que somos mais que amigos mas menos que amantes, por enquanto, está como eu quero.
Mas mais uma razão para mandar isto tudo para as urtigas.

Mas não o vou fazer. Por quê? Pura teimosia e uma imensa vontade de escrever o que me der na bolha. Afinal, criei este blog para escrever quando pudesse ou quisesse, para fazer dele um registo de pensamentos, neuroses, frustrações, alegrias, enfim, da vida.
Por isso, assim que puder ou apetecer, vai aparecer um post, uma foto ou um comentário, de bom ou mau gosto, depende de quem o lê.

Sobre os comments, lamento, mas não pude responder a todos. De facto, interessam-me, os que concordam ou discordam com o que escrevo, tem ambos o seu peso. Mas dai a mudar o que penso só porque não agrado a toda a gente, lamento, isso não vai acontecer.
Aqui todos são livres de dizerem o que pensam, até eu.
De qualquer forma, obrigado só por comentarem, faz parte do blog.

Quinta-feira, Novembro 04, 2004

Resumo

Só agora falo do meu fim de semana prolongado por que infelizmente não tenho assim tanta coisa para escrever e alem disso, o tempo é actualmente é um bem raro.
Acabei por sair sexta e sábado com a minha ex interesse romântico. Não falamos todos os dias, mas como ela tem frequentado os mesmos sítios que eu, temos nos visto com alguma regularidade. Sobre os meus sítios de passagem, acreditem, há salmões que desovam mais longe de onde nasceram que eu me afasto dos locais que frequento. Quando nos sentimos bem num local, para quê mudar? Eu prefiro algo confortável e conhecido a outro estranho e diferente.
Voltando à ex: Ela apareceu na sexta e acabamos por beber uns copos. Tinha uma camisola cinzenta com decote onde se via uma boa parte do peito branco e firme. Não lhe prestei muita atenção no começo, mas após alguns whiskys e picardias, fiquei com a sensação que afinal, do vale resistir? Ela sabe que sou fraco, que a quero na cama, que ela lá quer estar. Como um viciado, ela acenou com o “produto” e eu já estava convencido.
Vinha com umas calças de ganga justas que não lhe faziam um mau rabo, ajudando a notar-se a curva do mesmo, que apesar de tudo, ainda está firme e gosta de ser agarrado por trás, levar umas subtis palmadas, ser mexido, sentido. Isso excita-se mais que beijos nas orelhas. Acabamos a noite e estávamos no carro de um amigo, ele tinha nos dado boleia e ela agarrou a minha mão. Chupou me o dedo indicador e olhou para mim com aqueles olhos azuis que pareciam as safiras do pecado. Já não podia fazer nada, ela e eu, nessa noite, íamos para a cama e nada já o podia impedir.
Subimos para minha casa, sem falarmos. No elevador ela beijou-me e eu respondi na mesma moeda, mas evolui para lhe por a mão debaixo da camisola e brincar com os mamilos, que já estavam rígidos. Ela não tem umas grandes mamas, mas são beim feitas e os bicos dão gozo para brincar.
Despimo-nos no meu quarto e ela começou a lamber o meu baixo ventre, sorrindo por me estar a fazer cócegas. Ela sabe ainda quais os botões puxar. Foram quase 2 anos de relação, num passado já distante, mas que ainda não se evaporaram de todo.
Enquanto a cama rangia com o nosso peso, ela gemia de uma forma quase pudica, infantil, baixinho. Um gemer de prazer digno de ser gravado. Ela tem um aspecto de menina, de bonequinha de porcelana, que apesar de ter a minha idade, não está muito diferente de à 8 anos, quando nos conhecemos. Está mais gorda e mais mal feita, mas é assim a vida. Ainda é uma óptima foda.
A noite já ia longa e o cansaço toldava o nosso movimentos. Ela desviou-se e levantou-se. Obrigou-me a sentar na cama e pôs-se de joelhos junto ao meu ventre. Sorrio com um ar de gozo, como se fosse fazer uma travessura. E fez. Começou a chupa-lo. E ali ficou até eu e ela estarmos satisfeitos.
Sei que adormeci com ela lá. Mas depois saiu. Acordei sozinho. Nada de novo.
Sábado, fomos jantar a casa de uns amigos comuns e como estávamos já bebidos com de uns gins depois de jantar, nem fomos a lado nenhum, voltamos para minha casa.
Eu tinha um Chardonay branco no frio e decidimos abri-lo para ficarmos um bocado na sala a ouvir “Spain”.
Enquanto abri o vinho, ela ficou só de camisola e cuecas. Eu fiz lhe companhia nos trajes. Ao 3 copo já estávamos mais que enrolados no sofá, com ela por cima, num movimento rítmico que era acompanhado de suspiros e pequenos e abafados gritinhos. Ela ainda tinha a camisola, mas eu levantei-a e pus à vistas os seus bonitos peitos. Peguei no meu copo e levei-o à mama dela e molhei o bico. Após isso, chupei-a Fiz o mesmo às 2. Mais que uma vez.
Ela pegou no meu copo e despejou um bocado na minha boca, lambendo o vinho lá de dentro com sofreguidão. Já com o tronco cheio de vinho, decidi que iríamos para a cama, afinal, o sofá também já estava cheio de vinho, bem como a roupa que nele estava espalhada.
Já bem quentes, ficamos mais tempo a foder no corredor que na cama, mas ao chegarmos, dobrei-a sobre o fim da cama e agarrei o quadris dela, para a penetrar naquela posição, ela gemeu alto e dobrou a cabeça. Ouvia dizer: “ Dentro de mim, não. Sabes do que eu gosto...” A voz era melosa, alterada por gemidos e suspiros e tesão. Como uma frase dispara reacções na nossa mente, é uma coisa incrível. O que parecia tão longe ficou no limite da contenção. Virei-a de forma que fica-se de frente para mim. Ela sentou-se na cama e com um jeito digno de uma profissional fez me vir sem me tocar com as mãos. Deu-me uma palmadinha na nádega e disse: “ Agora já durmo melhor..”. E sorriu.
Nesse dia ficou a dormir em minha casa. Ficou até eu acordar e fomos tomar o pequeno almoço juntos. Conversa trivial. Fora a cena de cama, eu e ela não temos muito mais em comum.
Lamentavelmente não sinto amor por ela. Seria tudo tão mais fácil...

Já que a minha vida sentimental não existe, ao menos que tenha vida sexual.