Terça-feira, Setembro 28, 2004

I stand alone

Hoje fui tomar café com uma amiga.
Ela chegou bem depois de mim, por isso sentei me ao balcão para fazer tempo, enquanto ia passando os olhos pela empregada. Já a descrevi aqui, numa das minhas fantasias, não está morena como quando estava de férias, mas ainda assim é uma imagem agradável para estes olhos cansados. Gosto da linha da cintura, revela ancas fortes, boas para prenderem um corpo com uma chave de pernas quando está por baixo. Falamos do tempo, da minha constipação e acabei por falar do meu “divorcio”. Ela pareceu genuinamente surpreendida, afinal, nunca imaginou que fosse capaz de ter uma relação em que estivesse a partilhar casa com alguém.
Ela e eu, apesar de nunca termos tido nada mais que desatinos provocados por uma mal disfarçada atracção mutua, pelo menos o meu Ego assim gosta de acreditar, já nos conhecemos á mais de 3 anos. Alem disso, sou amigo do dono do bar. E um dos mais frequentes consumidores de cerveja.
Ficou um bocado intrigada por eu lhe ter dito quer afinal as coisas não resultaram com a pessoas que ela já tinha tido o “prazer” de ter visto algumas vezes comigo, à algum tempo atrás. Nem conseguiu conter um comentário - Ela não gostava lá muito de mim, pois não? – Acompanhado por um sorriso, misto de gozo e orgulho.
As nossas hormonas já arrefeceram um pelo outro à algum tempo. Mas nunca deixamos de nos sentirmos contentes quando ainda achamos que fazemos alguém sentir qualquer coisa por nós. Melhor, quando a pessoa que está com alguém se sente ameaçada pela nossa presença. A vaidade é um dos pecados capitais.
- E então, estás sozinho? - Perguntou.
Ela sabe que sim, mas fiz-lhe a vontade:
- Como uma freira nos dia dos namorados. – Ela riu. Não sei se da expressão de se mim.
Então veio a parte do completo turn of: A história do ex que ainda a persegue. O tipo parece ser um animal que 1 ano após terem acabado, faz-lhe esperas à porta de casa, liga de madrugada, apresenta-a como namorada a quem os vê juntos. Um filme. E dos maus. Eu sei quem é o tipo. Não morremos de amores um pelo outro.
Mas honestamente: Quem precisa de mais chatices? Mesmo que após a tal conversa eu ainda a convidasse para um café e ela aceitasse, entramos no campo das hipóteses de1 para 1000000, as coisas corressem bem, ia ser algo parecido com uma granada de mão sem cavilha. Era só coisas para criarem mais confusão. Para ela e para mim.
Não acredito que algum dia se passe nada entre nós, não que eu seja um ser repelente e imoral (ok, algumas mulheres tem essa opinião, mas não são isentas), mas o timming já foi perdido à muito tempo. E ela tem muito que resolver. Como eu. E juntos era um catástrofe iminente.
Por isso, quando a minha amiga chegou, ignorei os acontecimentos anteriores e tentei ficar tão interessado quanto é humanamente possível nas conversas sobre “como a minha vida anda mal”. Se ela não fosse a minha melhor amiga tinha a deixado a falar sozinha. Há um limite para o nº de secas sobre os azares da vida que um gajo aguenta, por noite. O meu foi largamente ultrapassado.

Quando paguei e me vinha embora, não consegui de deixar de pensar como seria tirar aquelas camisola justa à empregada para deixar bem á vistas aquelas mamas que parecem firmes, puxar para baixo as calças de cintura descaída, sentir as nádegas de encontro a palma da mão, que passa suavemente pelo contorno da anca e procura sentir a nudez das suas virilhas.

Abanei a cabeça com força, respirei fundo, sai rápido e sozinho.

Tenho de para com estas fantasias sobre empregadas de balcão, cabeleireiras, manicures e empregadas de caixa.
Não é saudável, pá!

Sábado, Setembro 25, 2004

Short Story

O Diabo vem sempre nas horas mais impróprias. São quase 5 da manhã e ele acaba de aparecer. Não O Diabo, mas um de seus esbirros, Wormwood, assim se apresentou.
- Busco Almas. Tenho uma óptima proposta para almas em dúvida, como a sua. Segundo o seu registo, não é lá muito católico.
- Sou agnóstico
- Isso passa. Não estamos a falar de almas pecadoras sem redenção, mas de almas com potêncial ou que podem vir a ser úteis. Antes de responder, deixe que lhe apresente os serviços “ made in hell”: Sucesso profissional garantido, boa reforma e uma eternidade de sofrimento. Coisa pouca comparada com a segurança social...
- Desculpa, mas é tarde, não tenho muito tempo..
- Tempo é ilimitado. Olhe para Fausto, gozou da vida que queria durante muitos anos!
- Ele foi para o Céu, por amor.
- Ok, não foi a melhor escolha, mas Napoleão reinou muitos tempo!
- Acabou morto numa ilha da Corcega...
- Vejo que é um cliente difícil.. E que tal o 2 em 1? Vida despreocupada durante 5 gerações e apenas 2 no Inferno?
- Dispenso. Já basta as idas aos médicos da caixa...
- Isso também acabava!
- Agora é que eu não acredito! Ide-vos, ser das profundezas, aqui não ganhas, nada!
- Por agora. Mas deixo o prospecto. Se estiver interessado, liga para o nº lá escrito. É grátis. Uma óptima noite.
- Sim, sim...Ide-vos!

Agora já sabem de onde surgiram as tecnicas de venda agressiva...

Quarta-feira, Setembro 22, 2004

Factos

Nada é tão mau que não possa piorar.
A sorte é como uma mulher infiel: tanto está connosco como nos deixa.
Cuidado com quem te dá palmadinhas nas costas. Pode estar á procurar do melhor local para espetar a faca.
Grande parte da ignorância é auto- infligida.
As mulheres que nos fascinam são aquelas que nos podem partir o coração. E os braços.
Nunca somos tão ricos ao ponto de acharmos que temos dinheiro demais.
A TVI está para a televisão como as eleições nos E.U.A estão para a política.: Apelam ao mais baixo denominador comum.

Uma ultima frase que só tem piada na sua lingua original:
Lady Luck is a hooker and I’m fresh out of cash

Days go by

E nada de novo. A expressão “não há mal que dure mil anos” começa a fazer sentido, afinal, só tenho mais 999 para esperar. E desesperar.
De facto, não há nada de bom que queira partilhar, nada de vantajoso ou até positivo. Apenas uma falta de interesse sucessivo, meu e de quem me acompanha. Os dias parecem iguais, vazios. Longe vai o tempo em que conhecia pessoas, saia com mulheres, divertia-me. Agora, cada dia é apenas igual ao outro, uma sequência sem objectivo. Isso é o que me fode. Não há nada que ansiar, um convite, um telefonema, uma noite, um dia. Nada. Vazio pessoal, psíquico e físico.
Um dia de cada vez. Todos estupidamente parecidos. Sem amor, paixão, objectivo, a vida não é mais que um profundo desperdício de horas, minutos e segundos. Agonizantes.
Procura abrigo nas noites curtas com os amigos, nas cervejas e na conversa sem sentido. Perdi a chama, o carisma.
Todos nós morremos aos poucos. Uns mais que outros.

Sim, este blog é de terapia

Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Sinto me enjoado

Física e psicologicamente. As coisas não andam bem, ando perdido, sem grandes objectivos, profissionais e sentimentais. Tirando a minha já infame ligação ao álcool, penso que não teria nada de especial que espera que não uma secura que se assemelhasse a uma folha de jornal na boca, todas as manhãs.
Como disse no post anterior, estou de férias. Não estão a ser grande coisa mas ao menos não tenho de ir trabalhar. Quase não está mais ninguém de férias, por isso os meus dias são passados a ler e a tomar cafés em esplanadas vazias, apenas pontilhadas esporadicamente por um pessoa ou casal, numa vasta tarde de fim de Verão, que podia ter sido melhor.
As noites envolvem os amigos que também não tem nada melhor que ir beber cerveja pós café, até fechar o bar de eleição ou alguém conseguir meter juízo nos outros e explicar que amanhã também haverá cerveja e noite e não é preciso consumir tudo de uma vez.
No fundo, o que faço é tornar a noite tão longa e etérea quanto conseguir para não ter de pensar que estou numa grande embrulhada e o eco da confusão que me assombra os ouvidos vem de dentro da minha própria cabeça.
Pior, tenho de me mexer para que as coisas se alterem mesmo sabendo que a inércia é uma força difícil de contrariar. Mas esta semana, terá de haver algo mais que uma mera sobrevivência, tenho de me fazer á vida.

Setembro já está no fim e nada mudou, ainda.

Estou de férias

Acho que todos os visitantes (acredito que sejam apenas acidentais) já o devem ter percebido.
Alem disso, a inspiração não anda em alta, como eu.
Vou tentar escrever qualquer coisa de jeito hoje, mas não prometo nada. Quem sabe, talvez venha a estar sentado sob um raio de luz...?

Segunda-feira, Setembro 13, 2004

Um dia de cada vez

Sinto a necessidade de estar só, apenas eu. Estou e ressaca, da vida, do mundo.
As coisas não estão claras, simples. Há um enorme borrão de hipóteses à minha frente, profissionais e pessoais. Não sei se serão boas, más ou indiferentes. Quando era mais novo acreditava que havia uma predominancia do ser, éramos direccionados por um destino escrito na nossa personalidade , como se cada dia estivesse predestinado. Hoje já não acredito nisso. Se falhamos, falhamos mesmo. Quando ganhamos, é temporal e efémero.
Estamos mais velhos, maduros. Falhados ou vencedores, a contagem não acabou, não vai acabar. Cada dia é uma batalha.
Vou vestir a minha armadura, a guerra vem ai.

Quinta-feira, Setembro 09, 2004

Isto anda calmo porque...

O meu PC anda atrofiado. Explicando: O hardware (aquilo onde batemos, nomeadamente o monitor e torre) está ok, salvo uma amolgadela ou outra, agora o software, tal e qual um iraquiano em frente á embaixada americana, entrou em conflito. Acho que o explorer disse qualquer coisa sobre a mãe do outlook que, por sua vez, num assume de raiva me lixou a ligação à net. Pelo menos isto são os 1ºs relatos, espera-se confirmação oficial.
Ando aqui às voltas com esta porcaria à horas. Espero acabar hoje.
Assim que puder (tecnicamente), volto a postar.

Entretanto, vou tomar um Prozac para ficar feliz e não partir esta merda toda á cabeçada!

Quarta-feira, Setembro 08, 2004


A minha esperança é que seja assim...

Terça-feira, Setembro 07, 2004


As minhas noites de copos.
(Deus sabe que não tem sido poucas...)

Os filmes que mais gosto

1º Os suspeitos do costume
2º Gato preto, gato branco
3º Pulp Fiction
4º O Padrinho
5º 7even

Orgulho

Atendi a chamada. Neste caso, uma sms.
Versava sobre o facto de eu a ter desiludido, de a ter feito sentir aquela dor que a consome. Que afinal, não é ódio, mas um profundo desapontamento.
Lamentei. Mas nada mais.
Acabou a facilidade de acesso.

Sábado, Setembro 04, 2004

She fucking hates me

Estive a falar com a ex. com quem me costumo deitar. Tentava marcar uma ida à cama com ela este fim de semana, mas ela estava com coisas combinadas. Apesar de perceber isso (afinal, não ando com ela, só nos comemos quando nos apetece), fiquei um bocado reticente com a troca de sms’s, era como se ela estivesse numa posição de uso moral. Ou seja, ela é que escolhia os timmings, quando, onde. Não percebi a atitude e por isso liguei-lhe.
Ela atende e diz me logo – “Tem de ser rápido porque tenho de sair.”
Ok. Então hoje não dá...amanhã? Ainda tenho uma vida (?) e gostava de sair com outras pessoas sem estar à espera de receber uma sms a convidar para ir a casa dela ou a informar que vem à minha, do nada. Pior, não quero estar a esperar por ela, sempre a ver se afinal vou me enrolar naquele corpo que consigo descrever de olhos fechados, tocar aqueles mamilos que ainda acho que são dos mais belos que já vi, lambi e chupei, sentir o cheiro dela quando a ponho de quatro e o suor dela aparece em pequenas gotas nas costas, o calor da cona dela, sempre húmida e calorosa, que brinda as nossas investidas sexuais com um liquido orgásmico acre e doce.
Não quero perder o controle desta situação, não quero ser envolvido. Por isso respondi: “ Achas que amanhã dá? Se não der, combinamos outro dia.” A resposta dela foi telegráfica. Perguntei: “Tu odeias-me, certo?”
Sem hesitar ouvi do outro lado – “Sim, ainda não tinhas percebido? Detesto, pelo que me fizeste sofre. Pelos 12 meses que andei cega. Sim, odeio-te. Só que adoro foder contigo. Mas de ti, da tua personalidade, do tua forma de ser, tenho um profundo desprezo. És provavelmente a pior pessoa que conheço. Fizeste-me sentir coisas que nunca senti, transformaste-me numa pessoa fria, distante e que não quer saber se estás bem, mal ou pior. Já não ligo ás pessoas, fiquei indiferente. Acreditas? E tudo por tua causa.”
Percebi que afinal, não era luxuria, não era paixão nem respeito. Era raiva. Uma profunda ira que acalenta e a faz mover sempre que vem ter comigo. Ela odeia o que eu fui para ela e o que sou hoje. Adora o meu cheiro e toque como um agarrado adora um chuto. Não precisa dele para viver, mas gosta do sentir. Ao mesmo tempo, detesta cada fibra minha, cada palavra que digo, cada sorriso que faço. Não deixa passar oportunidade de me relembrar que tudo o que tivemos foi destruído pelo o facto de me ter vindo embora, de termos acabado. ´
Não é agradável, acreditem, ainda ter carinho e respeito por alguém e perceber que não é reciproco. Eu gosto de ir para a cama com ela, mas nunca o faria se não tivesse vontade de ter aquele corpo a tocar o meu, lembrar de que ainda tenho por ela um misto de saudade e carinho, não é amor, eu sei, mas é quente e não é simulado.
Ela odeia-me.
Ainda não sei se foi um erro ou o corolário. Será que precisava de ter esta conversa? Claro que sim. Não tenho feitio para não saber. A curiosidade é um dos meus muitos defeitos.

Ainda estava meio aturdido quando ela diz: “Amanhã ligo para ver se me apetece estar contigo. Beijos”.
Ainda não sei se vou atender a chamada, se ela ligar.

Sexta-feira, Setembro 03, 2004


É assim que me sinto

It’s been a while

"It’s been a while
Since I cold look at my self straight
It’s been a while
Since I said “I’m sorry”
It’s been a while
Since candles light your face
It’s been a while
But I steel remember the way you taste"


"It's been a while"
Staind

Quarta-feira, Setembro 01, 2004

Explicando este blog

Ao fim de mais de 600 visitas (tenho de ir à oficina mandar arranjar este contador, ele não pode estar certo), talvez seja útil explicar o que é este blog. O conceito não é revolucionário: Venho aqui escrever sobre mim, o que penso as minhas neuroses, etc. Como escrevi no meu post, isto é uma forma de terapia e de expressão, do que me vai na cabeça, alma e até fantasias.
Ou seja, este blog será o reflexo do meu dia, humor, amor e satisfação ou falta dela. E os comentários não são censurados ou apagados. A ideia é todos terem direito à sua opinião, desde que não ofendam outros visitantes do blog. Sobre mim, escrevam o que quiserem, that’s the point!
Não é um blog erótico, apesar de puder comportar essa faceta, caso veja que é algo dentro do contexto deste blog, do meu estado ou simplesmente me apeteça partilhar isso.

Vou tentar postar mais, não o tenho feito com tanta frequência como queria, mas infelizmente, não sou eu que defino a maré, sou a tenho de navegar. Os posts serão feito tantos quanto o meu tempo e inspiração permitirem.

Agora, informação para utilização deste blog:
Este blog é unipessoal e intransmissível, em caso de partilha, será necessário habilitação de herdeiros. O conteúdo poderá assentar durante transporte. Deverá ser visionado com supervisão paternal. Não tomar com água. Em caso de enjoo, provocar o vómito. Compatível com bebidas alcoólicas. Quando visionar este blog, não conduza maquinaria pesada. Prazo de validade na parte de baixo da embalagem. Não deve ser usado como dispositivo de flutuação. Em caso de persistência dos sintomas, contacte o seu médico ou farmacêutico. Não aquecer no microondas.